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'Perdi meu filho e meu marido. Não aceito isso o que fizeram, eles não eram bandidos', desabafa mulher após mortes durante ação da PM no Rio

·3 minuto de leitura

Pela segunda vez em três anos a trancista Sônia Bonfim Vicente, de 36, viveu um drama familiar causado pela violência. Em 2018, a moradora da comunidade Final Feliz, no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio teve uma filha, de 5 anos de idade, baleada durante uma operação da Polícia Militar. Na época, a menina foi medicada e conseguiu sobreviver. Desta vez, no entanto, a situação foi pior. No último sábado, o filho da trancista Samuel Vicente, de 17 anos, e o marido dela, o entregador Willian Vasconcelos da Silva, de 28, foram baleados e morreram durante outra ação da PM, também ocorrida na mesma comunidade, localizada no Bairro de Anchieta, na Zona Norte do Rio. Nesta terça-feira, durante um breve velório dos corpos do filho e do marido, no Cemitério de Olinda, em Nilópolis, Sônia fez um desabafo e lembrou os dois casos.

— Em 2018, minha filha tinha 5 anos quando foi baleada nas nádegas em uma ação da PM. Agora acontece esta tragédia pela segunda vez, só que de uma maneira pior. Perdi meu filho e meu marido. Não aceito isso o que fizeram, eles não eram bandidos — disse a trancista, chorando.

Ela também disse que os policiais envolvidos no caso devem pagar na justiça pelo o que fizeram.

- Acabaram com minha vida. Acabaram com minha família. Do jeito que vi meu marido lá quando fui reconhecer o corpo do meu filho. Foi horrível. Só quero justiça. Que os policiais que fizeram isso com eles que paguem por isso. É inaceitável o que eles (PMs) fizeram- disse.

Mais de cem pessoas foram se despedir de Samuel e Willian Vasconcelos, padrasto do rapaz, no Cemitério de Olinda. Familiares e amigos dois dois homens usaram camisas com fotos das duas vítimas. Com balões brancos nas mãos, eles exibiram uma faixa onde estava escrito " Nunca foi diferente. Primeiro atiram pra ver depois se é morador". Os corpos do estudante e do entregador foram sepultados por volta das 12h20.

No sábado, o rapaz e seu padrastro levavam numa moto, guiada por William, a namorada de Samuel, Camily da Silva Polinário, de 18 anos, para ser atendida em uma UPA, quando foram atingidos por tiros, em Anchieta, na Zona Norte do Rio. A jovem também ficou ferida, mas já deixou o hospital. A família acusa a PM de ter feito os disparos.

Os policiais disseram terem sido atacados, quando realizavam um patrulhamento na Rua Alcobaça e que revidaram. Além disso, afirmaram que um dos ocupantes da moto estava armado. Nesta segunda-feira, a corregedoria da Polícia Militar anunciou que instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para investigar as duas mortes.

Segundo a família, William e o enteado estavam indo à uma unidade de saúde para socorrer Camilly, que havia passado mal após comer um cachorro-quente em uma festa. Sônia Bonfim Vicente, mãe de Samuel e esposa de William, nega que houvesse alguém

Segundo a Polícia Militar, agentes do 41ºBPM (Irajá) estavam em patrulhamento na Rua Alcobaça, em Anchieta, quando foram atacados a tiros. O objetivo do patrulhamento era coibir o roubo de carga e de veículos. "Após estabilizar a situação, a equipe localizou três suspeitos feridos. Eles foram socorridos ao Hospital Estadual Carlos Chagas. Com os acusados, os policiais apreenderam duas pistolas, carregadores, munições, um conversor para submetralhadora, dois rádios comunicadores e material entorpecente", disse por nota. O caso estâ sendo investigado pela 31aDP) Ricardo de Albuquerque)foi registrado , e segundo a Polícia Civil, as armas usadas na ação já foram apreendidas.

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