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Perdas de Treasuries chegam em hora complicada para emergentes

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A exposição de mercados emergentes ao aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos é a maior em quase cinco anos.

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A correlação entre moedas de países em desenvolvimento e os Treasuries de curto prazo aumentou para aproximadamente o maior nível desde 2017 na semana passada. Isso destaca o possível impacto para a classe de ativos se operadores continuarem a precificar um aperto monetário mais rápido do que o esperado pelo Federal Reserve.

Sinais de estresse já podem ser vistos. Índices acionários de mercados emergentes acabam de registrar o período mais longo de quedas semanais em mais de dois anos, enquanto fundos de títulos no segmento tiveram saídas de US$ 2,8 bilhões na semana até 29 de setembro, o maior êxodo desde março, segundo dados do Bank of America.

O movimento coincide com o rendimento dos Treasuries de dois anos no maior patamar desde o início da pandemia há mais de um ano.

Ao contrário da onda vendedora no mercado de Treasuries no início do ano - liderada pelo otimismo em relação à série de estímulos monetários e fiscais -, o ímpeto desta vez é o risco de aceleração da inflação e bancos centrais com políticas monetárias cada vez mais apertadas. Isso com perspectivas mais fracas para o crescimento e ativos de países em desenvolvimento.

No caso de os yields do mercado em desenvolvimento “se mostrarem mais responsivos à inflação nos últimos três meses do ano, isso seria uma má notícia para o câmbio de mercados emergentes, que mostra os piores retornos quando os juros sobem nos EUA e as ações de emergentes caem”, disseram estrategistas do Deutsche Bank como George Saravelos em relatório a clientes na semana passada.

É um grande contraste com o cenário há alguns meses, quando empresas como Goldman Sachs e Lazard Asset Management declararam o fim de duas décadas de desempenho inferior das ações de mercados emergentes em relação a países desenvolvidos.

Para a State Street, um salto de mais de 50 pontos-base dos rendimentos dos títulos de 10 anos dos EUA em três meses seria um “sinal de cautela”, enquanto a William Blair Investment Management acredita que um aumento de 30 pontos-base nas próximas semanas seria suficiente para provocar fluxos de saída.

Qualquer choque nos rendimentos de 10 anos provocado pela preocupação com a inflação ao consumidor ou políticas pode ser maior do que os impactos anteriores vistos este ano, segundo estudo da Bloomberg.

Traders já se preparam para uma série de dados de inflação sobre economias em desenvolvimento que saem esta semana, incluindo da Coreia do Sul, Rússia e México. No mês passado, um índice de surpresa econômica do Citigroup em mercados emergentes caiu abaixo de zero pela primeira vez em mais de um ano, o que significa que os dados divulgados vieram piores do que o esperado.

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