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Perdas em safras relacionadas à seca triplicaram na Europa nos últimos 50 anos

·2 minuto de leitura
Cultivo de trigo durante episódio de seca, em Outarville, centro da França, em 23 de julho de 2019

As perdas em safras relacionadas a episódios de calor intenso e secas triplicaram nos últimos cinquenta anos na Europa, de acordo com um estudo que destaca a importância de se pensar em safras adaptadas às mudanças climáticas.

Neste estudo publicado recentemente na revista Environmental Research Letters, os pesquisadores baseiam-se em dados da produção agrícola e eventos climáticos extremos (seca, onda de calor, inundações, onda de frio) em 28 países europeus (atuais UE e Reino Unido) entre 1961 e 2018.

A gravidade dos impactos da seca e das ondas de calor sobre a produção agrícola triplicou gradualmente nos últimos 50 anos, passando de uma queda de 2,2% na produção no período 1964-1990 para outra de 7,3% no período 1991-2015.

"Embora o rendimento das safras tenha aumentado cerca de 150% entre 1964-1990 e 1991-2015, constatamos que a seca e as ondas de calor tiveram consequências mais graves durante o período mais recente para os diferentes tipos de culturas", informou a autora principal da pesquisa, Teresa Bras, da Nova School of Science and Technology de Lisboa.

Os números mostram que as secas cada vez mais frequentes também são mais intensas: "Os episódios são mais graves".

Os pesquisadores não esperavam que os impactos fossem "tão severos", acrescentou Jonas Jägermeyr, do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa.

As maiores vítimas são os cereais, ao contrário de outras culturas (leguminosas, vinhedos, frutas) que recorrem mais à irrigação, aponta o estudo.

"Os cereais, um produto básico que ocupa cerca de 65% da área cultivada da UE e que são utilizados principalmente para ração animal, são a cultura mais afetada. Notamos que a cada ano marcado por um episódio de seca, as perdas de cereais aumentam em 3%", explicou Teresa Bras.

Isto "exige um ângulo de observação sobre espécies alimentares mais resistentes", afirmou a doutora. Julia Seixas, também da Nova School de Lisboa.

Em 2018, a onda de calor e a seca na Europa "causaram uma queda de 8% na produção de cereais em relação à média dos cinco anos anteriores, causando escassez de alimentos para a pecuária e aumento dos preços".

abd/fmp/caz/eg/mb/bn/mvv