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Perda de olfato pode ser sinônimo de fragilidade na velhice

A perda de olfato pode ser sinônimo de fragilidade na velhice, conforme sugere um estudo publicado no periódico Journals of Gerontology, no último mês de dezembro. Para chegar a essa afirmação, um grupo de pesquisadores analisou a possível associação da síndrome de declínio fisiológico relacionada à idade com a sensibilidade e identificação olfativa.

Segundo os pesquisadores, assim como a visão e a audição, o olfato enfraquece à medida que envelhecemos. Através do estudo, foi possível descobrir que a identificação olfativa prejudicada e as funções de sensibilidade estão associadas à fragilidade, o que mostra que não se trata apenas do cérebro envelhecido, mas também do próprio nariz.

Conforme pontua o estudo, as consequências comuns da perda do olfato incluem perda de apetite, dificuldade em monitorar a higiene pessoal, depressão e incapacidade de detectar vapores tóxicos. Pode haver também uma associação à perda de peso, desnutrição, fraqueza, cuidados pessoais inadequados e até possíveis lesões.

Para examinar a relação entre fragilidade e olfato, a equipe de pesquisa analisou dados de 1.160 idosos com idade média de 76 anos. Os participantes foram expostos a cinco cheiros para medir a identificação olfativa e seis cheiros para medir os níveis de sensibilidade. Os resultados foram então comparados com o nível de declínio fisiológico (fragilidade).

Perda de olfato pode ser sinônimo de fragilidade na velhice (Imagem: Iakobchuk/Envato)
Perda de olfato pode ser sinônimo de fragilidade na velhice (Imagem: Iakobchuk/Envato)

Através dessa análise, os cientistas concluíram que, para cada aumento de identificação olfativa e sensibilidade, houve uma redução significativa no estado de fragilidade. Na prática, isso quer dizer que um melhor olfato tem uma relação com um melhor estado de saúde. Por outro lado, quanto pior o sentido do olfato, mais frágil tende a ser a pessoa.

A ideia dos pesquisadores é que, no futuro (o que pode depender de mais estudos), os testes de olfato podem se tornar parte de exames de rotina como uma forma de identificar o risco de envelhecimento não saudável.

Fonte: Canaltech

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