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Perda de olfato causada pela COVID-19 pode durar um ano, aponta estudo

·2 minuto de leitura

Passado um ano da pandemia do coronavírus SARS-CoV-2, o conhecimento científico sobre o vírus mudou bastante. Por exemplo, a perda do olfato (anosmia) é considerada um importante sintoma para a COVID-19. Outra condição que pode afetar os pacientes infectados é a redução da capacidade olfativa (hiposmia). No entanto, ainda não se sabe por quanto tempo ela pode durar. Nesse sentido, um novo estudo revelou que pacientes, em casos raros, podem apresentar a condição por mais de um ano.

Por outro lado, a maioria dos casos (96,1%) se recupera, de forma objetiva, em até um ano, segundo estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Estrasburgo, na França, e da Universidade de McGill, no Canadá. A descoberta foi publicada na revista científica JAMA.

Perda de olfato causada pela COVID-19 tende a ser resolvida em até um ano (Imagem: Reprodução/Ruslan Zh/Unsplash)
Perda de olfato causada pela COVID-19 tende a ser resolvida em até um ano (Imagem: Reprodução/Ruslan Zh/Unsplash)

Estudo sobre duração da perda de olfato causada pela COVID

Em abril de 2020, a equipe de pesquisadores publicou as primeiras descobertas sobre o acompanhamento de pacientes da COVID-19 que relatavam perda olfativa. Desde então, segue acompanhando os casos de anosmia ou hiposmia para verificar a extensão do problema.

"Ao longo de um ano, em intervalos de quatro meses, os pacientes foram convidados a preencher uma pesquisa, e sua função olfatória foi avaliada por testes psicofísicos", explicam os autores, no artigo publicado. No total, foram avaliados 97 pacientes, sendo que 67 eram mulheres e que a idade média era de 38,8 anos. O critério para seleção era de que o paciente apresentasse uma perda aguda do olfato por mais de 7 dias.

Passados os primeiros 12 meses de acompanhamento, os pesquisadores descobriram que nem todos os pacientes tinham retomado, de forma integral, o sentido. "Desses pacientes, 51 (52,6%) foram submetidos ao teste olfatório subjetivo e objetivo e 46 (47,4%) à avaliação subjetiva isolada", comentam.

Descobertas sobre anosmia

Após oito meses da condição, a pesquisa confirmou a recuperação completa em 49 de 51 pacientes (96,1%) que passaram por uma avaliação objetiva. Nesse sentido, apenas dois pacientes permaneceram com o problema, de forma persistente.

"Entre aqueles que foram submetidos à avaliação subjetiva apenas, 13 de 46 pacientes (28,2%) relataram recuperação satisfatória em quatro meses (7 com recuperação total e 6 com recuperação parcial), e os 33 pacientes restantes (71,7%) o fizeram em 12 meses (32 com total e 14 com recuperação parcial)", afirmam os autores do estudo.

"A anosmia persistente relacionada à COVID-19 tem um prognóstico excelente, com recuperação quase completa em um ano", completam. No entanto, os autores reforçam a necessidade de estudos maiores sobre a perda de olfato relacionada com a infecção e a diversificação dos pacientes acompanhados, como um número maior de homens e de pessoas mais velhas.

Para acessar o artigo completo, publicado na plataforma aberta da JAMA, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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