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Pentágono revela existência de vídeo secreto sobre avistamento de OVNIs em 2004

Rafael Rodrigues da Silva

Na última sexta-feira (10), o Pentágono confirmou algo que muitos já suspeitavam: o Departamento de Defesa dos Estados Unidos possui documentos e até um vídeo, ambos classificados como ultrassecretos, sobre um famoso caso envolvendo OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados, ou UFO na sigla em inglês) que ocorreu no ano de 2004.

A declaração foi dada em resposta a um pedido feito através da Freedom of Information Act (uma lei norte-americana que obriga o governo a divulgar documentos ainda não lançados, ou ao menos confirmar a existência deles caso estejam protegidos por motivos de segurança nacional) pelo pesquisador Christian Lambright, que entrou com o pedido para descobrir se o governo dos EUA teria mais informações sobre o vídeo gravado por caças da USS Nimitz. O vídeo foi vazado para o público em 2017, e revela um avistamento visual e por radar de um OVNI pelos pilotos das aeronaves.

O Comando da Marinha dos Estados Unidos confirmou que possui diversos documentos e um vídeo sobre o evento, mas que todos eles estão classificados como ultrassecretos por motivos de Segurança Nacional, pois a informação contida ali poderia causar danos para a segurança do país. O Comando ainda divulga que não foi a Marinha que classificou essas informações como sigilosas, indicando que a decisão veio de alguém superior aos almirantes, e confirmou também que o vídeo sobre o incidente na USS Nimitz foi gravado em 14 de novembro de 2004, possuindo exatamente a mesma duração da versão que foi divulgada ao público.

Mas, quando perguntados se o vídeo protegido por sigilo continha qualquer tipo de melhoria em relação à versão que chegou ao público (como, por exemplo, se tinha uma resolução melhor ou se possuía o arquivo de áudio do piloto), a Marinha apenas afirmou que esta seria uma informação que eles não poderiam divulgar, e disse ainda que provavelmente o vídeo original nunca será divulgado ao público.

Desde que o vídeo em questão foi revelado ao público, há uma enorme discussão entre ufólogos sobre a possibilidade de o governo dos EUA possuir mais vídeos sobre o OVNI avistado pelos caças da USS Nimitz em 2004, e há defensores de ambas as versões. Enquanto Gary Voorhis (oficial da Marinha que, na época do incidente, servia no Princeton, navio que fazia parte da frota da USS Nimitz), afirma que se lembra de ter visto um vídeo bem maior do incidente, com duração entre 8 e 10 minutos e com um qualidade de imagem bem melhor, há também pessoas como o Comandante David Fravor (uma das testemunhas presentes durante o avistamento) afirmando que provavelmente não existe nenhum vídeo do incidente com duração maior do que aquele que foi vazado ao público.

Ao ser perguntado sobre as novas informações reveladas pela Marinha, Luis Elizondo, o ex-funcionário do Pentágono que divulgou o vídeo do avistamento em 2017, afirmou que não se deve confiar muito nas declarações do Pentágono, já que eles têm um histórico de se contradizer a cada nova declaração e de se esforçar para esconder da população o que de fato está acontecendo. Ele também lembra que isso aconteceu até mesmo com as informações que ele revelou ao público: quando divulgou o vídeo em dezembro de 2017, ele também revelou a existência do AATIP (Advanced Aviation Threat Identification Program, ou Programa de Identificação Avançada de Ameaças à Aviação, em tradução livre), um projeto chefiado pelo próprio Elizondo e que teria recebido um investimento de US$ 22 milhões do governo dos EUA para investigar a possibilidade de uma ameaça alienígena à segurança nacional. Desde a revelação, o Pentágono tem constantemente modificado a versão oficial do que seria esse programa, e a mais recente se deu no mês passado, quando afirmaram que o AATIP não teria qualquer relação com o estudo de OVNIs.

Elizondo ainda afirma que não pode falar muito mais sobre o caso por conta de um acordo de não-divulgação (NDA) que assinou durante o seu período trabalhando no Pentágono e, além disso, ele já não faz parte do Ministério da Defesa há mais de três anos, então muita coisa pode ter mudado nesse período. Mas ele espera que essas constantes mudanças na versão oficial dessas histórias reflitam em uma maior pressão da população para que a verdade sobre elas seja finalmente revelada, e alerta que as pessoas não deveriam se surpreender caso seja revelada a existência de vídeos maiores e com melhor qualidade de imagem sobre o avistamento de objetos voadores não identificados no caso da USS Nimitz.

Fonte: Canaltech

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