Mercado abrirá em 20 mins

Pendrive sobrevive por dois anos em cocô de foca congelado

Felipe Demartini
Pesquisadores de um instituto na Nova Zelândia se surpreenderam ao descobrir que dispositivo ainda funcionava mesmo após tanto tempo. Após uma postagem nas redes sociais, fotos e vídeos gravados em 2017 foram devolvidos à dona original

Um pendrive sobreviveu a dois anos congelado em meio às fezes de uma foca leopardo. O caso aconteceu na Nova Zelândia durante um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Aquáticas e Atmosféricas (NIWA, na sigla em inglês). Especialistas se surpreenderam não apenas ao encontrar o dispositivo entre a matéria fecal coletada para análise, mas também pelo fato de ele estar funcionando perfeitamente e sem arquivos corrompidos.

A história, na realidade, começa em 2017, quando estudiosos do NIWA coletaram as fezes das focas na Praia de Oreti, na ilha sul da Nova Zelândia. A matéria fecal foi congelada e permaneceu nesse estado até janeiro deste ano, quando voltou a ser manipulada pelos pesquisadores para continuidade dos trabalhos. Foi aí que o pendrive foi encontrado, com fotos e vídeos de alguém observando os animais a partir de um caiaque em Porpoise Bay, a quase 100 quilômetros do lugar em que as amostras foram obtidas.

Nenhuma pessoa aparece nas cenas, o que dificultou a localização dos donos. Foi o que levou o instituto a publicar alguns clipes em suas redes sociais, em busca de um responsável. A informação de que um pendrive havia sobrevivido a dois anos em cocô congelado, claro, tomou as páginas do noticiário local e, menos de 24 horas depois, a criadora das imagens foi localizada.


Kiwi Amanda Nally mora em Porpoise Bay e é uma amante das focas leopardo, realizando pesquisas e observações dos animais com frequência. Ela acreditava ter perdido o pendrive durante uma de suas viagens, enquanto, para os cientistas, o mais provável é que isso aconteceu na praia, onde ele acabou sendo engolido por um dos bichos, digerido e, na sequência, devolvido à natureza em outra praia também frequentada por eles.

Ela disse ter sido alertada sobre o caso após ver a cobertura da imprensa local. A marca do pendrive "à prova de tudo", entretanto, não foi revelada. Nally também não disse se continuou usando o dispositivo em outras viagens ou se pretende dar o devido descanso a ele, após a viagem insólita por todo o interior de uma foca leopardo.

Fonte: Canaltech