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Pelosi rejeita acordo para setor aéreo sem ajuda geral para economia dos EUA

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A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, em Washington
A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, em Washington

A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, rejeitou nesta quinta-feira (8) um plano de ajuda para o setor das companhias aéreas, caso um novo pacote mais amplo não seja aprovado para a economia dos Estados Unidos, muito afetada pela pandemia da covid-19.

"Eu tenho estado muito aberta para uma lei independente para as companhias aéreas, como parte de uma lei mais ampla. Não vai existir uma lei independente para as companhias sem um projeto de lei mais abrangente", afirmou Pelosi.

O presidente Donald Trump, um republicano, afirmou mais cedo que está em "negociações muito produtivas" com os democratas e mencionou "um acordo mais amplo que o das companhias aéreas". Na semana passada, essas empresa anunciaram milhares de demissões temporárias pelo efeito da pandemia.

A menos de um mês das eleições de 3 de novembro, Trump rompeu abruptamente as negociações com os democratas na terça-feira, mas nesta quinta retomou as expectativas de um acordo e afirmou que vê "boas chances".

O governo quer uma lei para o setor das companhias aéreas e novos auxílios econômicos para os trabalhadores.

Pelosi, que controla a bancada majoritária da Câmara dos Representantes, rejeitou a proposta. Os democratas buscam um pacote de resgate que inclua ajudas para os governos locais e estaduais.

Depois que o Congresso aprovou em março um pacote de apoio para a economia de US$ 2,2 trilhões, o governo Trump e a oposição discutem o montante do próximo plano. No início das negociações, os democratas pediram US$ 3 trilhões, mas depois concordaram em reduzir esse total para US$ 2,2 trilhões. O governo quer US$ 1,6 trilhão.

Qualquer acordo deve passar pelo Senado, onde os republicanos são maioria.

an/lda/aa/tt