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Pelosi e Casa Branca mostram otimismo sobre negociações para acordo de estímulo fiscal nos EUA

Por David Morgan e Susan Heavey
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Por David Morgan e Susan Heavey

WASHINGTON (Reuters) - A presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse nesta quinta-feira que os negociadores estavam progredindo nas tratativas com o governo Trump para outra rodada de ajuda financeira em meio à pandemia de Covid-19 e que o texto legislativo poderia ser elaborado "em breve".

Pelosi, o principal nome democrata no Congresso, deve retomar as negociações com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, ainda nesta quinta, enquanto os dois lados tentam chegar a um acordo sobre um pacote de 2 trilhões de dólares antes das eleições presidencial e parlamentar de 3 de novembro.

"Estou satisfeira (com) a posição em que estamos agora", disse Pelosi a repórteres. "Está próximo, está próximo. E a pergunta é: onde estará o presidente daqui para frente? Ele já tomou várias posições."

O presidente Donald Trump --que é republicado e recentemente pediu mais estímulo enquanto segue atrás do candidato democrata à Presidência, Joe Biden, em pesquisas nacionais de intenção de voto-- pareceu lançar dúvidas sobre um acordo na quarta-feira ao dizer que não via nenhuma maneira de os democratas concordarem com um pacote de estímulo.

"O foco principal deles é SOCORRER cidades e Estados democratas mal administrados (e com alto índice de criminalidade)", escreveu Trump no Twitter.

Mas na manhã desta quinta-feira, a porta-voz da Casa Branca Alyssa Farah disse à Fox Business Network: "Este é realmente o mais otimista que já estivemos sobre um acordo."

Pelosi disse que os dois lados estão reduzindo as diferenças sobre como atacar a pandemia e também acerca da ajuda aos governos estaduais e locais, fator este que tem sido um grande obstáculo.

"Estamos chegando mais perto do que precisamos fazer: acabar com o vírus, honrar nossos heróis, nossos governos estaduais e locais", disse Pelosi.

Ela disse que as negociações também se concentraram em créditos fiscais para ajudar os norte-americanos de baixa renda duramente atingidos pela pandemia, que matou mais de 221 mil pessoas e deixou milhões sem emprego.

Mas um acordo abrangente enfrenta resistência dos republicanos do Senado, que têm expressado preocupação com o crescente déficit federal.

"O projeto de lei sobre isso provavelmente será maior do que eu gostaria, e estou muito desconfortável com isso", disse o senador republicano Marco Rubio à CNBC. "Dito isso, acho que o preço de não fazer algo é ainda mais alto."

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, o principal republicano no Congresso, também não quer levar um grande projeto de lei ao plenário do Senado antes da eleição, já que se concentra em tentar confirmar a indicada para a Suprema Corte, Amy Coney Barrett.