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Pela primeira vez, Nasa divulga som de um buraco negro; confira

Buraco negro localizado no centro do aglomerado de galáxias Perseu (Divulgação: Nasa)
Buraco negro localizado no centro do aglomerado de galáxias Perseu (Divulgação: Nasa)
  • Sonificação foi a primeira a utilizar dados sonoros capturados do buraco negro;

  • Som teve que ser sintetizado pela Nasa para poder ser escutado pelos ouvidos humanos;

  • Massas de gás que envolvem o buraco negro foram responsáveis por propagar o som.

Nestas quinta-feira (05), o som de um buraco negro foi divulgado pela primeira vez na história. O corpo celeste está localizado no aglomerado de galáxias Perseu, localizado a 250 milhões de anos-luz da Terra.

De acordo com a agência espacial norte-americana (Nasa), o som divulgado nesta quinta se trata de uma sonificação, isto é, criada através de um programa de computador através de informações astronômicas não perceptíveis aos ouvidos humanos.

Essa sonificação seria "diferente de qualquer outra feita antes", de acordo com os astrônomos. Isto porque ela foi criada a partir da tradução de ondas sonoras reais, capturadas em dados do Observatório de raios-X Chandra, telescópio espacial lançado pela agência em 1999.

O som geralmente não se propaga no vácuo espacial. No entanto, no caso de um aglomerado de galáxias, como é o Perseu, há uma grande quantidade de massas de gás envolvendo as milhares de galáxias. Graças a eles, é possível que o som se propague e seja capturado pelos aparelhos humanos, ainda que de forma não audíveis.

Os sinais sonoros foram sintetizados para poderem ser escutados pelos ouvidos humanos. Originalmente, o som do buraco negro estava 57 oitavos abaixo da nota Dó Central. Ou seja, a Nasa teve que subir o áudio em 57 e 58 oitavos acima do seu tom verdadeiro.

"Outra maneira de colocar isso é que eles estão sendo ouvidos 144 quatrilhões e 288 quatrilhões de vezes mais alto que sua frequência original", afirmou a agência. "(Um quatrilhão é 1.000.000.000.000.000.)", brincou em sua nota oficial.

Confira abaixo a publicação da Nasa.

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