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Pela primeira vez na história, eleições terão mais candidaturas negras do que brancas

João de Mari
·3 minutos de leitura
Câmara dos Deputados
Apesar do prazo de registro de candidaturas ter encerrado neste fim de semana, o TSE informou que parte dos registros feitos de forma presencial ainda levará alguns dias para ser absorvido pelo sistema (Foto: Agência Brasil)

Pela primeira vez na história, as eleições municipais terão mais candidaturas negras do que brancas. Após o encerramento do prazo para a inscrição de candidatos nas eleições municipais de 2020, no último sábado (26), os números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que os autodeclarados pretos e pardos somavam 51% das candidaturas, contra 48% dos brancos.

São 264 mil candidaturas negras registradas contra 249 mil dos brancos. Entre os negros, 208 mil se declaravam pardos e 56 mil, pretos. Apesar do prazo de registro de candidaturas ter encerrado neste fim de semana, o TSE informou que parte dos registros feitos de forma presencial ainda levará alguns dias para ser absorvido pelo sistema.

Além disso, candidatos que não tiveram seu nome inscrito pelos partidos têm até a próxima quinta-feira (1º) para fazê-lo. Ou seja, esse número poderá sofrer alteração, mas, normalmente, o número diz respeito a um percentual baixo de concorrentes.

A cor dos candidatos começou a ser computada pelo TSE a partir de 2014. Nas três eleições ocorridas até agora, os brancos sempre foram superiores aos negros, ocupando mais de 50% das vagas de candidatos. Em 2016, brancos eram 51%. Pretos e pardos são maioria na população brasileira, com 56% de pessoas.

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Após encerramento do prazo de inscrições de candidaturas, dados mostram que mais de 42 mil candidatos de todo o país que disputarão, novamente, as eleições deste ano mudaram a declaração de cor e raça que deram em 2016.

O número equivale a 27% dos cerca de 154 mil que concorreram no último pleito e disputam novamente em 2020. Pouco mais de um terço, ou 36%, alterou a cor de branca para parda. Houve também o movimento inverso: outros 30% se declaravam pardos, agora se dizem brancos.

As alterações acontecem em um momento em que os partidos têm sido pressionados a ampliar a participação de negros, inclusive com a fixação de cota na distribuição dos recursos de campanha proporcional à quantidade de candidatos negros.

Especialistas falam também no impacto do aumento de pessoas que se reconhecem como pretas e pardas após ações de combate ao racismo. Outra possibilidade apontada são as fraudes.

Isso porque, segundo decisão tomada pelo STE, a verba de campanha e a propaganda eleitoral em rádio e TV será proporcional à quantidade de candidaturas negras neste ano. Neste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, concedeu liminar favorável. O caso, no entanto, ainda será analisado pelo plenário do STF.