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Pela primeira vez, Brasil participa de evento internacional sobre maconha terapêutica, no Uruguai

·3 min de leitura

RIO - O evento Expocannabis Uruguay, que ocorre anualmente no país latino, vai receber uma delegação brasileira pela primeira vez em oito edições. A Federação das Associações de Cannabis Terapêutica (FACT), fundada em abril de 2021, vai marcar presença no evento para falar sobre as pesquisas recentes sobre tratamentos de saúde com substâncias extraídas da Cannabis, cujo cultivo e venda são proibidos no Brasil.

De acordo com Bruna Dias Lima Morais, coordenadora da FACT, a delegação de 11 pessoas irá até Montevidéu, no Uruguai, para ampliar o debate sobre a regulamentação da maconha no Brasil e conhecer mais sobre a realidade da terapia canábica em outros países.

- O Brasil, cada vez mais, se aproxima de um momento no qual o acesso democrático à terapia canábica deixa de ser um "talvez" distante e passa a existir como algo concreto para todas as pessoas que necessitam dele, e nessa história estará escrito que a Fact Brasil deu o seu melhor - disse Bruna.

A equipe pretende levar informações baseadas em artigos científicos e corroboradas por pesquisadores que abraçam a causa canábica para o tratamento de saúde de pacientes.

Aproximadamente 100 mil pessoas no Brasil utilizam a cannabis medicinal, que é usada para o tratamento de parkinson, epilepsia, autismo, fibromialgia, depressão, alzheimer, microcefalia, paralisia cerebral, convulsões, esclerose múltipla, entre outras questões que atrapalham a qualidade de vida dos pacientes, mas podem ser atenuadas com o uso de princípios ativos encontrados na maconha.

Bruna, que tem três filhos autistas que usam medicamentos à base de THC (tetra-hidrocanabinol, principal substância psicoativa da cannabis), luta para facilitar o acesso aos medicamentos no Brasil, que precisam de liberação jurídica para serem usados.

- É um tratamento revolucionário, mas pouco acessível. Temos aproximadamente 500 mil médicos registrados no país, mas apenas 2,5 mil prescrevem os medicamentos. Isso é muito pouco, fora a dificuldade de acesso por famílias mais pobres - relatou a coordenadora.

Como anda a legislação brasileira

Outro assunto que será discutido no pelos brasileiros evento será o Projeto de Lei número 399 de 2015, que pretende facilitar esse acesso da cannabis no Brasil. No Uruguai, onde a exposição acontece, o cultivo, o consumo e o comércio da planta são permitidos desde 2013. Aqui, todos os três são proibidos (salvo casos que conseguem autorizações judiciais), mas o PL 399/2015 pretende alterar o art. 2º da Lei nº 11.343, de 23 de agosto de 2006, para viabilizar a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta Cannabis sativa em sua formulação, ampliando o acesso aos remédios.

A previsão é de que o PL seja votado pela Câmara dos Deputados ainda este ano. Em relação à importação de medicamentos, a Anvisa permite que sete produtos à base da planta cannabis sejam importados no Brasil, em quantidades limitadas por pessoas físicas, de acordo com a duração dos tratamentos especificados por médicos.

A Expocannabis Uruguay

No evento, múltiplas marcas do mercado canábico da América do Sul e de outras regiões do mundo colocam seus stands para visitação do público, como acontece em feiras tradicionais de negócios.

No local, é possível encontrar bancos de sementes, equipamentos para cultivo, marcas de sedas, de acessórios para fazer extrações, laboratórios do ramo medicinal, indústrias de cânhamo e também um stand do governo do Uruguai, representado pelo Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (IRCCA), um órgão criado para tratar da planta.

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