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Pela primeira vez, astrônomos identificam emissões de raios X vindas de Urano

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

Com o observatório Chandra, da NASA, uma equipe de astrônomos de diferentes instituições identificou, pela primeira vez, raios X vindos de Urano, que podem ser causadas por processos diferentes dos demais planetas. Essas emissões misteriosas podem ajudar os cientistas tanto a saber mais sobre este planeta gelado do Sistema Solar quanto sobre outros objetos que existem no universo, como os buracos negros.

Urano é o sétimo planeta em relação ao Sol e é envolvido por dois anéis em seu equador. Assim, no novo estudo, os pesquisadores utilizaram observações de Urano feitas pelo Chandra em 2002, e outras realizadas em 2017. A primeira observação, mais antiga, tinha claros sinais de detecção de raios X, e é possível que novas emissões também tenham sido coletadas nas de 2017. Ainda não está claro o que estaria causando essas emissões, mas é possível que elas sejam causadas pela luz solar.

Imagem formada pela luz óptica obtida pelo telescópio Keck, em branco e azul, e pelos raios X obtidos pelo observatório Chandra, em rosa (Imagem: Reprodução/ NASA/CXO/University College London/W. Dunn et al)
Imagem formada pela luz óptica obtida pelo telescópio Keck, em branco e azul, e pelos raios X obtidos pelo observatório Chandra, em rosa (Imagem: Reprodução/ NASA/CXO/University College London/W. Dunn et al)

Segundo os autores, já foi possível observar emissões de raios X em todos os planetas do Sistema Solar, exceto em Urano e Netuno. Além disso, os astrônomos já observaram anteriormente que Júpiter e Saturno conseguem dispersar estes raios emitidos pelo Sol quase da mesma forma como a atmosfera da Terra dispersa a luz solar. No caso deste novo estudo, os autores esperavam que grande parte dos raios X detectados viessem da dispersão, mas há evidências da presença de alguma outra fonte.

É possível que os anéis de Urano estejam produzindo os raios X, da mesma forma como os anéis de Saturno o fazem — Urano é cercado por partículas carregadas, então, se essas partículas atingirem os anéis, elas podem causar emissões brilhantes de raios X. Outro cenário propõe que, na verdade, os raios venham de auroras ocorrendo em Urano, sendo que o fenômeno já foi observado em outros comprimentos de onda. Se essas explicações forem confirmadas com novas observações, os cientistas terão algumas implicações importantes para a compreensão deste planeta. Na Terra, podemos observar as luzes coloridas das auroras no céu quando partículas carregadas vindas do céu interagem com o campo magnético do nosso planeta.

As auroras também ocorrem em Júpiter, mas lá, a emissão de raios X das auroras possuem duas origens: uma são os elétrons viajando pelo campo magnético do gigante gasoso, e a outra são átomos e moléculas com cargas positivas se movendo pelas regiões polares. De qualquer forma, Urano é um alvo bem interessante para observações por ter eixo de rotação e campo magnético com orientação diferente dos demais planetas. Assim, determinar a origem dessas emissões pode ajudar os astrônomos a entender melhor alguns objetos misteriosos no universo, como os buracos negros e as estrelas de nêutrons.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista JGR Space Physics.

Fonte: Canaltech

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