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Dia da inconsciência

Mauro Beting
·1 minuto de leitura
GETTY IMAGES

Não sou preto. Não sou negro. Não sou mulato. Não sou descendente de africanos. Não sei o que é ser o que não sou – até por não saber direito mesmo quem eu sou.

Mas sei que não importa a cor. Importa é se importar.

Importante é saber que quando tem gente que ainda discute um dia como este com séculos de preconceito, tem gente que é paga para dar segurança no Rio Grande do Sul que mata na mão e na porrada um homem negro na véspera do Dia da Consciência Negra. O Nego Beto, torcedor do São José de Porto Alegre

Importante é se importar com todas as cores e credos. Mas quando a cada 23 minutos uma pessoa negra é assassinada no Brasil (não apenas por ser negra, mas muito também por isso), é uma questão de humanidade. De respeito em um país que se recusa a aceitar o que é inaceitável: somos racistas. SIM!

País de Pelé.

ET que nasceu em outro planeta e que a gente insiste em não dar bola devida a Ele e a outros filhos da África trancafiados e traficados por séculos com o Brasil onde ele aterrissou. Mesmo com Pelé como passaporte pelo mundo, o Brasil só parece respeitar o negro quando ele veste as nossas cores.

Sem camisa, parece que pouca importa se ele também está sem calçado, sem calça, sem casa.

O brasileiro em todos os casos e campos precisa se importar mais.

Nos Estados Unidos, George Floyd quase mudou o mundo depois de ter sido barbaramente assassinado. No Brasil, Nego Beto será apenas um número surrado. E espancado. E assassinado.