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Peixes contaminados com "produtos químicos eternos" representam riscos à saúde

A preocupação mais recente da comunidade científica tem sido a contaminação dos peixes de água doce. Segundo um artigo publicado na revista Environmental Research, o consumo anual de uma única porção de espécies de água doce é equivalente à ingestão de água potável contaminada com PFAS (compostos químicos organohalogenados, geralmente hidrofóbicos e lipofóbicos e amplamente utilizados em aplicações domésticas e industriais) durante um mês.

De acordo com os pesquisadores, as pessoas que consomem peixes de água doce (principalmente aqueles que pescam e comem peixe regularmente) correm o risco de níveis alarmantes de PFAS no organismo. Os químicos eternos podem aumentar o risco de câncer, como o de fígado, em quem os ingere.

Para chegar a essas informações, a equipe analisou os dados de mais de 500 amostras de filés de peixe coletados nos EUA pela Agência de Proteção Ambiental (EPA). O nível médio de concentração dos químicos foi de 9,5 mil nanogramas por quilo, mas nos Grandes Lagos da América do Norte, chegou a 11,8 mil nanogramas por quilo.

O artigo ainda estima que pode haver mais de 40 mil poluidores industriais de PFAS nos EUA. Dezenas de milhares de instalações de fabricação, aterros municipais e estações de tratamento de águas residuais, aeroportos e locais onde espumas de combate a incêndios contendo PFAS foram usadas são fontes potenciais de descargas de PFAS na água. Vale perceber, ainda, que essa contaminação da água espalhou PFAS para o solo, plantações e vida selvagem.

Peixes de água doce estão contaminados com "produtos químicos eternos", alerta estudo (Imagem: RossHelen/Envato)
Peixes de água doce estão contaminados com "produtos químicos eternos", alerta estudo (Imagem: RossHelen/Envato)

Conforme alertam os especialistas, PFAS são toxinas permanentes que podem afetar as funções reprodutivas e o desenvolvimento desde a gestação. Com isso, faz-se um apelo para a necessidade de uma regulamentação que impeça as descargas desses químicos.

A recomendação dos pesquisadores do assunto envolve a redução das descargas, além de acabar com os usos não essenciais de PFAS. Por sua vez, as empresas produtoras de PFAS devem ser responsabilizadas pela poluição. Outra necessidade apontada pelos especialistas é a orientação de proteção à saúde atualizada para o consumo de peixe.

Testes para PFAS em peixes

Os órgãos de saúde dos EUA testam de forma diferente para detectar PFAS em peixes. A EPA pode testar até 40 compostos PFAS em tecidos de peixes, bem como em águas residuais, águas superficiais, subterrâneas, solo, biossólidos, sedimentos e o líquido que se forma quando os resíduos se decompõem em aterros sanitários.

Recentemente, a Food and Drug Administration (FDA) melhorou seu método científico para testar 20 compostos PFAS diferentes. Sua abordagem é usada para testar amostras de frutos do mar, bem como alimentos processados. A comparação entre ambos os métodos aponta que as quantidades médias de PFAS em peixes de água doce eram 280 vezes maiores do que os produtos químicos detectados em alguns peixes capturados e vendidos comercialmente.

Fonte: Canaltech

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