O que pega bem e mal em uma festa de final de ano da empresa?

SÃO PAULO - Com a chegada do fim do ano, vem a esperada festa da empresa. O momento é de confraternização e descontração com os colegas, superiores e possíveis fornecedores e clientes. Mas será que tem um limite para se divertir nessa ocasião?

Para a consultora, Renata Mello, é válido aproveitar a confraternização, mas sem esquecer que você continua em um ambiente corporativo. “As pessoas acabam perdendo um pouco a noção, por acharem que estão em um momento de descontração. Mas, não apenas seus colegas estão presentes. Seu chefe certamente estará lá e de olho nas ações de todos seus funcionários. Isso é normal”, afirma a especialista.

Ela também ressalta um ponto fundamental que poucos se lembram nesta época: tudo o que será feito na festa da empresa, permanecerá no próximo ano. “Se você der algum vexame, como ficar bêbado, dançar em cima da mesa, beijar alguém na frente de todos ou qualquer coisa que possa se arrepender, as pessoas irão comentar no dia seguinte, como ‘você viu tal pessoa na festa de fim de ano?’. Ninguém quer ficar mal falado ou deixar uma imagem equivocada”.

Pense antes de fazer
Com alguns cuidados básicos, você pode aproveitar o momento sem deixar uma imagem negativa para 2013. Confira abaixo o que fazer e não fazer em cada situação:

Beber na festa pode?
“Depende. Cada um sabe seu ponto de equilíbrio. Uns ficam bêbados já com duas cervejas e outros demoram a noite inteira”, analisa a especialista. “Mas mesmo assim, aqueles que bebem demais e não ficam bêbados precisam tomar cuidado. Muitos supervisores aproveitam o momento para reavaliar quais funcionários sabem se comportar em uma festa corporativa. Oportunidades de viagens a negócios ou confraternizações do gênero podem ser perdidas”.

Uma dica é alternar as bebidas alcoólicas com refrigerante ou água. “O importante é não perder o controle de si mesmo, pois pode demorar um pouco para voltar ao seu normal. Nesse tempo, você pode agir com impulsividade, seja para pedir um aumento ou um emprego melhor para seus chefes ou falar mal da festa ou arrumar uma briga com alguém”, conta Mello sobre casos extremos que podem acontecer pelo exagero da bebida.

Dançar é bom, mas maneire no “estrelismo”
“É legal você participar da festa, é muito bom para a pessoa que a organizou, pois mostra que tem gente se divertindo. Se tiver vontade, dance”, disse a especialista. O problema começa quando homens e mulheres começam a exagerar nesse divertimento, fazendo brincadeiras inapropriadas como subir na mesa ou dançar de uma forma muito “sensualizada”. A dica da especialista é simples: “tente evitar ser o astro da empresa. Como eu disse, não seja o alvo, não dê margem para tal estereotipação”.

E se rolar um clima a mais?
A especialista explica que na festa pode sim “pegar mal” ficar com alguém. É normal pessoas se conhecerem melhor nas festas de final de ano, e se rolar um clima, não faz mal. Só não deixe sua vida pessoal aberta para todos os seus colegas ou superiores.

“O ideal é marcar para outro dia, ou se não, deixar para depois da festa. O que não pode acontecer é ficar contando dia seguinte sobre essa paquera no trabalho. Seja discreto em relação a isso, até como forma de proteção à pessoa com quem você ficou”, justifica Mello.

Cuidado com as roupas
“Você está curtindo a festa, mas continua vestindo a camisa da empresa, não está em uma balada”, disse a consultora. “Tanto homens quanto mulheres precisam estar elegantes”.

No caso das mulheres, Renata sugere que devem evitar roupas muito curtas ou justas demais. Uma dica simples que ela dá é: pode ser um pouco justo, pode ter um pouco de decote e ter brilho, mas não tudo junto. Já os homens, é apropriado usar roupas sociais, evitando aparecer a cueca ou deixar a camisa aberta. Nada de extravagância.

Na hora da conversa, evite dramas
A situação festiva gera a socialização e uma conversa pode abrir portas para sua carreira na empresa - se você tiver bom senso, é claro. “O momento pode te deixar mais relaxado e acabar falando um pouco demais sobre assuntos que não são convenientes nessa hora”, explica.

Por isso, evite falar sobre salário, demissões, suas pretensões de mudar de área ou de emprego. Falar mal de alguém, seja por suas ações ou roupa, também pode ser inconveniente.

Afinal, o que pegaria bem?
O essencial, segundo a especialista, é participar da festa. Além de mostrar respeito a quem teve o trabalho de organizá-la, mostra que você veste a camisa da empresa. “Pega muito bem procurar a pessoa que organizou e agradecer o trabalho, elogiar a festa. Sempre que der, compareça aos eventos da empresa, mesmo que seja por apenas meia hora. Se fosse um parente ou um amigo, com certeza iria homenageá-lo. No caso da empresa, a regra é a mesma”, finaliza Renata.

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