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Pedranópolis, no noroeste de São Paulo, terá complexo de energia solar

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil
·3 minuto de leitura

Com financiamento de R$ 191 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresa espanhola Powertis S.A. vai construir três usinas fotovoltaicas, com capacidade instalada de 90 megawatts (MW) de energia, no município de Pedranópolis (SP).

O complexo fotovoltaico produzirá energia renovável para abastecimento de 125 mil residências. As obras deverão gerar cerca de 1,4 mil empregos, informou o BNDES, por meio de sua assessoria de imprensa. O complexo tem entrada em operação prevista para dezembro de 2021.

O projeto utiliza energia vinda do sol e é, portanto, fonte limpa e renovável, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, por meio da redução das emissões de gases poluentes na atmosfera, a energia fotovoltaica auxilia na economia de energia elétrica para o consumidor. O infográfico Absolar, atualizado no último dia 24 de novembro, revela que, desde 2012, o Brasil registra mais de 7 gigawatts (GW) de energia solar operacionais, contabilizando mais de 1,1 milhão de toneladas de gás carbônico (CO²) evitadas. O setor envolve mais de R$ 35,4 bilhões em novos investimentos privados.

Araxá

A Powertis pertence ao grupo Soltec Brasil - Indústria, Comércio e Serviços de Energia Renováveis Ltda. De acordo com o BNDES, esse é o segundo financiamento aprovado pela instituição à empresa para projetos de geração solar. Em outubro passado, o banco aprovou crédito para a construção do Complexo Fotovoltaico Araxá (MG), no valor de R$ 194 milhões.

Segundo a superintendente da Área de Energia do BNDES, Carla Primavera, a aprovação desse novo financiamento para o Complexo Fotovoltaico Pedranópolis, “traduz o compromisso do BNDES com o desenvolvimento de fontes de energia limpas e renováveis”.

Carla informou que o financiamento do banco para a implantação de usinas de geração solar está alinhado ao Plano Nacional sobre Mudanças Climáticas (PNMC) que visa à redução das emissões de gases de efeito estufa. O plano prevê manter elevada a participação de energia renovável na matriz elétrica brasileira.

Ranking

A energia fotovoltaica participa com 1,6% da matriz elétrica nacional. De acordo com a Absolar, o ranking estadual de geração distribuída de energia solar é liderado por Minas Gerais, cuja participação na potência instalada atinge 19,5%. A cidade mineira de Uberlândia lidera, por sua vez, o ranking municipal, com 1,2%. No ranking mundial de energia solar, o Brasil evoluiu da 26ª posição, em 2017, para a 16ª, no ano passado. Os três primeiros lugares, pela ordem, são ocupados pela China, os Estados Unidos e o Japão.

Carteira

A assessoria de imprensa do BNDES informou que, até o ano passado, o banco havia contratado cinco projetos solares, totalizando 499 MW, no valor de R$ 1,79 bilhão e viabilizando investimento de R$ 2,84 bilhões. Neste ano de 2020, foram aprovados três novos projetos solares, somando 595 MW. O valor contratado foi de R$ 1,29 bilhão, com geração de investimentos de R$ 1,89 bilhão. As usinas fotovoltaicas financiadas pelo BNDES encontram-se nas regiões Nordeste e Sudeste, nos estados da Bahia, do Rio Grande do Norte, de São Paulo e Minas Gerais.