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Pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA caem para 787.000

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(Arquivo) 'Sem emprego, sem aluguel' diz faixa em prédio em Washington, D.C., em 9 de agosto de 2020

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos caíram para 787.000 na última semana, um período marcado pela incerteza até que o Congresso decidiu estender o pagamento de benefícios pela pandemia.

Entre 20 e 26 de dezembro, em plenas festas de fim de ano, 787 mil pessoas se inscreveram para receber ajuda, após perderem o emprego, ou a renda, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (31).

Isso significa uma queda de 19.000 solicitações, das 806.000 registradas na semana anterior, quando houve uma drástica diminuição após duas semanas de aumento.

A queda da semana passada se explica pela temporada de férias e pela incerteza sobre o futuro dos benefícios de desemprego, disse Nancy Vanden Houden, analista da Oxford Economics.

"É provável que haja um aumento da demanda nas próximas semanas, agora que os programas emergenciais foram ampliados", prevê.

Milhões de desempregados - mais de 12 milhões, de acordo com alguns estudos -, que não tinham mais direito a benefícios de desemprego em nível estadual e que sobreviveram graças às medidas de alívio à pandemia introduzidas na primavera pelo governo federal, viram-se sem recursos no dia seguinte ao Natal, quando essas medidas expiraram.

O pagamento dessas ajudas foi finalmente prorrogado até março de 2021, após meses de duras negociações entre os legisladores no Congresso.

O presidente Donald Trump deixou a lei em suspenso por uma semana, até que finalmente a ratificou na noite de domingo, permitindo que os fundos fossem liberados.

Esses benefícios de desemprego voltaram a ser estendidos aos trabalhadores que normalmente não têm acesso a eles, como motoristas e entregadores.

O número total de beneficiários do seguro-desemprego continuou a diminuir, com 5,2 milhões na semana de 13 a 19 de dezembro (o Departamento do Trabalho publica este dado com uma semana de defasagem).

No total, porém, quase 20 milhões de pessoas sem trabalho, ou renda, ainda estavam recebendo assistência relacionada ao desemprego na semana que terminou em 12 de dezembro, de acordo com os últimos dados disponíveis.

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