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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem para menor nível em 3 meses

Placa de feira de empregos na 5ª Avenida em Manhattan, Nova York

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu para o menor nível em três meses na semana passada, enquanto as demissões recuaram 43% em dezembro, apontando para um mercado de trabalho apertado que pode exigir que o Federal Reserve continue elevando a taxa de juros.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram em 19.000, para 204.000, na semana encerrada em 31 de dezembro, o nível mais baixo desde o final de setembro, disse o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 225.000 reivindicações para a última semana.

A volatilidade devido aos feriados de final de ano causou algum ruído nos dados. Os pedidos têm permanecido em níveis muito baixos apesar de uma série de demissões no setor de tecnologia e indústrias sensíveis às taxas de juros, como as de habitação e finanças.

Economistas especulam que os pacotes de demissões e a demanda ainda forte por mão de obra, que facilitaram a obtenção de outro emprego para os trabalhadores demitidos, estão mantendo os pedidos de auxílio baixos.

O Departamento do Trabalho informou na quarta-feira que havia 10,458 milhões de vagas disponíveis no final de novembro, o que se traduziu em 1,74 emprego para cada pessoa desempregada.

No ano passado, o Fed aumentou sua taxa de juros em 425 pontos-base, de quase zero para uma faixa de 4,25%-4,50%, a mais alta desde o final de 2007. No mês passado, o banco central projetou pelo menos mais 75 pontos de aumento nos custos de empréstimos até o final de 2023.

Um relatório separado da empresa global de recolocação externa Challenger, Gray & Christmas, nesta quinta-feira, mostrou que os empregadores dos EUA anunciaram 43.651 cortes de empregos em dezembro, 43% abaixo de novembro. O total foi, entretanto, 129% maior em comparação com dezembro de 2021 e foi o segundo maior número mensal anunciado em 2022.

Para todo o ano de 2022, os cortes de empregos aumentaram 13%, para 363.824. Foi ainda o segundo menor total anual registrado desde que o Challenger começou a acompanhar a série, em 1993.

(Reportagem de Lucia Mutikani)