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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caem; crescimento no 4º tri é revisado para cima

·2 minuto de leitura
Pessoas fazem fila para pedir auxílio-desemprego em Arkansas, EUA

WASHINGTON (Reuters) - Menos norte-americanos do que o esperado entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada uma vez que a atividade econômica se recupera após problemas causados pelo clima em fevereiro nos Estados Unidos, mas deverá levar anos para que o mercado de trabalho se recupere totalmente da pandemia.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 684 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 20 de março, de 781 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 730 mil pedidos na última semana.

O frio na segunda metade de fevereiro prejudicou as vendas no varejo, construção de moradias, produção nas fábricas, além de encomendas e embarques de produtos manufaturados no mês passado.

A expectativa é de que o clima mais quente, o pacote de resgate do governo e aumento das vacinações ampliem a atividade em março.

Pouco mais de um ano depois de a pandemia ter afetado os EUA, os pedidos de auxílio-desemprego permanecem acima do pico de 665 mil visto durante a Grande Recessão de 2007-09. Em um mercado de trabalho saudável, os pedidos ficam normalmente na faixa de 200 mil a 250 mil.

O emprego está 9,5 milhões de postos de trabalho abaixo do pico de fevereiro de 2020. Economistas dizem que pode levar ao menos dois anos para que a economia recupere todas os 22,4 milhões de vagas perdidas em março e abril do ano passado.

O governo também confirmou nesta quinta-feira que a economia perdeu força considerável no final do ano passado em meio a um aumento nas novas infecções por coronavírus e atrasos no estímulo fiscal.

O Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anualizada de 4,3% no quarto trimestre, disse o Departamento do Comércio em sua terceira estimativa para o período. Houve revisão para cima ante a taxa de 4,1% informada no mês passado, mas o resultado representa forte desaceleração sobre o recorde de 33,4% visto no terceiro trimestre.

A expectativa é de que a economia cresça 7,5% no primeiro trimestre e supere 7% neste ano, o que seria a expansão mais forte desde 1984.

(Reportagem de Lucia Mutikani)