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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA aumentam mais do que o esperado

Fila de pessoas que buscam assistência com pedidos de auxílio-desemprego no Kentucky Career Center, EUA

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou mais do que o esperado na semana passada, mas o mercado de trabalho continua apertado mesmo com a demanda por mão de obra esfriando em meio à taxa de juros mais alta.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 29.000, para 219.000, na semana encerrada em 1º de outubro, disse o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Os dados d a semana anterior foram revisados para mostrar 3.000 pedidos a menos do que os informados anteriormente. Economistas consultados pela Reuters projetavam 203.000 pedidos para a última semana.

O mercado de trabalho dos EUA tem sido bastante resiliente, embora algumas rachaduras estejam surgindo à medida que o Federal Reserve amplia sua campanha de aperto da política monetária.

O banco central dos EUA subiu sua taxa de juros de quase zero no início deste ano para a faixa atual de 3,00% a 3,25%, e no mês passado sinalizou que mais aumentos grandes estavam a caminho este ano.

Um relatório separado na quinta-feira da empresa global de recolocação Challenger, Gray & Christmas mostrou que os empregadores dos EUA anunciaram 29.989 cortes de vagas em setembro, um salto de 46,4% em relação a agosto.

Os dados das auxílio-desemprego podem se tornar voláteis nas próximas semanas após o furacão Ian, que deixou uma faixa de destruição através da Flórida e das Carolinas no final de setembro.

O relatório não tem nenhuma relação com os dados de emprego de setembro, que serão divulgados na sexta-feira, uma vez que ele cai fora do período da pesquisa. De acordo com uma pesquisa da Reuters com economistas, os empregadores dos EUA devem ter criado em setembro 250.000 postos de trabalho fora do setor agrícola, contra 315.000 em agosto.

(Reportagem de Lucia Mutikani)