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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA sobem

Fila para feira de emprego em Uniondale, Nova York

WASHINGTON (Reuters) - Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aumentaram inesperadamente na semana passada, mas o mercado de trabalho continua apertado em meio à escassez de trabalhadores, com o número de norte-americanos nas listas de desempregados no início de maio em mínima desde 1969.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 21.000, para 218.000 em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 14 de maio, o nível mais alto desde janeiro, disse o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 200.000 pedidos para a última semana.

O mercado de trabalho está se apertando rapidamente nos EUA e gerando fortes ganhos salariais que estão ajudando a impulsionar a inflação.

As altas pressões de preços forçaram o Federal Reserve a adotar uma postura agressiva de política monetária.

O banco central dos Estados Unidos aumentou sua taxa de juros em 0,75 ponto percentual, deve adotar aumento de 0,5 ponto em cada uma de suas próximas reuniões, em junho e julho.

Havia um recorde de 11,5 milhões de vagas de emprego abertas no final de março. Os pedidos de auxílio caíram de um recorde histórico de 6,137 milhões no início de abril de 2020.

O número de pessoas que recebiam auxílio após uma semana inicial de ajuda caiu em 25 mil, para 1,317 milhão, durante a semana que terminou em 7 de maio. Esse foi o nível mais baixo para os chamados pedidos contínuos desde dezembro de 1969.

(Reportagem de Lucia Mutikani)

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