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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm alta inesperada

·1 minuto de leitura
Placa anunciando contratação em lava jato de Miami, EUA

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego aumentou inesperadamente na semana passada, indicação de que a recuperação do mercado de trabalho após a pandemia de Covid-19 continua instável.

As empresas reabriram rapidamente, impulsionadas por uma flexibilização das restrições, agora que mais de 155 milhões de norte-americanos estão totalmente vacinados contra o coronavírus. Ainda assim, a recuperação do mercado de trabalho não tem sido nada estável, apesar dos recentes ganhos no emprego.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 2 mil para um número com ajuste sazonal de 373 mil na semana encerrada em 3 de julho, informou o Departamento do Trabalho

Economistas consultados pela Reuters previam 350 mil novos pedidos para a última semana.

Os dados vêm na esteira de um relatório mensal de empregos encorajador do Departamento do Trabalho, na sexta-feira, que mostrou que as empresas norte-americanas contrataram o maior número de funcionários em 10 meses em junho.

Os pedidos de auxílio caíram de um recorde de 6,149 milhões no início de abril de 2020, mas permanecem acima da faixa de 200 mil a 250 mil que é vista como consistente com condições saudáveis do mercado de trabalho.

Os dados de novos pedidos podem permanecer voláteis nas próximas semanas, à medida que 25 Estados administrados por governadores republicanos abandonam os programas de auxílio a desempregados financiados pelo governo federal, que incluíram um benefício semanal de 300 dólares, que as empresas diziam incentivar os desempregados a ficarem em casa.

O encerramento antecipado começou em 5 de junho e vai até 31 de julho, quando Louisiana, o único desses Estados com um governador democrata, encerra o cheque semanal.

Para o resto do país, os benefícios expirarão em 6 de setembro.

(Por Lindsay Dunsmuir)

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