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Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA têm alta inesperada

·1 minuto de leitura
Pessoas fazem fila no Kentucky Career Center em busca de ajuda com seus pedidos de auxílio-desemprego

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio desemprego subiu inesperadamente na semana passada, mas o aumento provavelmente minimiza a rápida melhora das condições do mercado de trabalho conforme mais partes da economia reabrem e o estímulo fiscal faz efeito.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 744 mil em dado ajustado sazonalmente para a semana encerrada em 3 de abril, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.

Economistas consultados pela Reuters projetavam 680 mil pedidos na última semana .

O governo informou na semana passada que a economia criou 916 mil vagas de trabalho em março, maior quantidade em sete meses. Ainda assim, o emprego permanece 8,4 milhões de postos de trabalho abaixo do pico de fevereiro de 2020.

O mercado de trabalho retomou a força depois de despencar em dezembro, graças ao pacote de resgate de 1,9 trilhão de dólares da Casa Branca e a uma aceleração no ritmo de vacinações contra a Covid-19, o que permite que mais fornecedores de serviços retomem as operações.

Na ata da última reunião do Federal Reserve, autoridades do banco central dos EUA reconheceram a melhora nas condições do mercado de trabalho e "esperam que os fortes ganhos de empregos continuem nos próximos meses e no médio prazo".

Embora os pedidos de auxílio tenham caído do recorde de 6,149 milhões no início de abril de 2020, eles representam mais do que o dobro do nível anterior à pandemia. Em um mercado de trabalho saudável, os pedidos normalmente ficam na faixa entre 200 mil a 250 mil.

(Reportagem de Lucia Mutikani)