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Pecuaristas retêm fêmeas e rebanho bovino do Brasil cresce pela 1ª vez em 3 anos, diz IBGE

Por Ana Mano e Rodrigo Viga
·2 minutos de leitura
Animais em criação de gado na cidade de Tailândia, no Pará
Animais em criação de gado na cidade de Tailândia, no Pará

Por Ana Mano e Rodrigo Viga

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O rebanho de gado do Brasil, maior exportador de carne bovina do mundo, cresceu pela primeira vez em três anos em 2019, para 214,7 milhões de cabeças, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

O resultado representa um aumento de 0,4% em relação a 2018, e foi impulsionado pela retenção de fêmeas para procriação e por um crescimento de 5,1% no tamanho do rebanho no Estado de Mato Grosso, de acordo com o IBGE. Em 2018 e 2017, o rebanho diminuiu.

Mato Grosso, onde se concentram as maiores produções de grãos e pecuária no país, respondia por quase 15% do rebanho bovino do Brasil no ano passado.

"Em 2019, verificamos uma queda na participação das fêmeas no abate, sugerindo uma transição do ciclo de baixa para o de alta da pecuária, que é quando o produtor passa a reter fêmeas devido aos bons preços de mercado", disse Mariana Oliveira, a supervisora da pesquisa do IBGE.

Ela ainda observou que 2019 foi marcado por exportações recordes de carne bovina, especialmente para a China.

No ano passado, a forte demanda chinesa fez a arroba bovina bater um recorde e superar 250 reais no último trimestre. Em 2020, a demanda externa segue aquecida e as cotações renovaram máximas históricas, mas a alta agora tem sido puxada principalmente pela restrição na oferta de gado terminado --fruto do período em que o rebanho caiu.

Na quarta-feira, o indicador do boi gordo Cepea/B3 fechou em 263,35 reais por arroba, alta de 2,6% na variação mensal e um forte avanço de 61% no comparativo anual.

A partir de agora, resta saber se as chuvas vão beneficiar as pastagens da região Centro-Oeste, que responde por cerca de 40% da produção pecuária brasileira, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês).

As chuvas são um fator-chave, já que a maior parte do gado no Brasil é alimentada com pasto. Neste ano, uma estiagem já atrasou o plantio da soja no início da safra de grãos para o ritmo mais lento em 10 anos, segundo a consultoria de agronegócio AgRural.

Em 2021, as exportações de carne bovina do Brasil devem atingir um recorde pelo terceiro ano consecutivo, impulsionadas principalmente pela demanda chinesa e pela recuperação da demanda em alguns outros mercados, disse o USDA em 9 de outubro.

Dados do IBGE também mostraram que o rebanho de aves do país ficou relativamente estável em 1,5 bilhão de cabeças em 2019, enquanto o tamanho do rebanho de suínos caiu 1,6% para 40,6 milhões de cabeças.

(Reportagem adicional de Nayara Figueiredo)