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Pecuaristas e ONGs temem guinada da França sobre acordo UE-Mercosul

·2 minuto de leitura
O presidente da França, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em 27 jan. 2021, em Paris

Ambientalistas e organizações de pecuaristas acusam o governo francês de tentar "salvar o acordo" de liberalização comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul, apesar de se opor a ele.

Em um documento de trabalho publicado pelo jornal digital francês Mediapart, o governo dá "pistas" de que está considerando "responder as preocupações levantadas pelo projeto de acordo UE-Mercosul".

O texto lista os compromissos que solicitaria a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai em relação aos dois principais pontos de atrito (desmatamento e normas sanitárias sobre o gado importado) em troca da suspensão do veto francês.

Nesta quinta-feira (4), em Paris, está prevista uma videoconferência do comitê de acompanhamento da política comercial com o ministro responsável pelo Comércio Exterior, Franck Riester, para abordar o assunto.

A Fundação Nicolas Hulot considera as condições exigidas no documento "puramente declarativas e não vinculantes".

"As exigências adicionais, além de serem insuficientes em segundo plano, se esquecem dos temas importantes colocados por este acordo: direitos humanos e respeito às convenções internacionais, impacto nas economias locais e desestabilização dos mercados agrícolas", afirma Maxime Combes, economista do coletivo Stop CETA/Mercosul.

Segundo ele, a França "está negociando sua adesão" ao acordo, e o "não" francês expresso em agosto de 2019 pelo presidente Emmanuel Macron é um "não" de fachada.

- Reação do setor agropecuário

Os pecuaristas também reagiram.

"O governo nos transmitiu, antes da reunião de quinta-feira, a lista de condições para a ratificação, por parte da França, do acordo UE-Mercosul, apesar de ter expressado publicamente sua oposição a este acordo 'em seu estado atual'", lamentou Bruno Dufayet, presidente da Federação Nacional Bovina, que reúne a maior parte dos 80 mil pecuaristas considerados ameaçados pelo acordo comercial.

"Para os pecuaristas franceses, que são os principais produtores de carne bovina da Europa graças a um modelo de pecuária leiteira no pasto, e que já têm receitas muito baixas, este acordo é uma catástrofe, porque aceita a importação para a Europa de 99 mil toneladas de carne bovina do Mercosul a 7,5% de tarifa alfandegária, com normas de produção sanitária proibidas na Europa", acrescentou Dufayet.

O ministro da Agricultura, Julien Denormandie, reagiu em um tuíte, no qual reiterou que a França "se opõe, claramente, ao Mercosul".

"A França não mudou de posição", completou uma fonte do gabinete de Riester.

Em 23 de agosto de 2019, Macron denunciou "um processo de desmatamento industrializado" na selva amazônica, acusou o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, "de não respeitar seus compromissos climáticos" e afirmou que a França "se opunha ao acordo do Mercosul no Estado atual".

Segundo os pecuaristas franceses, as fazendas brasileiras usam antibióticos para promover o crescimento, uma prática proibida na Europa.

im/soe/rhl/erl/rsr/tt