Mercado fechado
  • BOVESPA

    128.405,35
    +348,13 (+0,27%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.319,57
    +116,77 (+0,23%)
     
  • PETROLEO CRU

    71,50
    +0,46 (+0,65%)
     
  • OURO

    1.763,90
    -10,90 (-0,61%)
     
  • BTC-USD

    35.594,34
    +39,81 (+0,11%)
     
  • CMC Crypto 200

    888,52
    -51,42 (-5,47%)
     
  • S&P500

    4.166,45
    -55,41 (-1,31%)
     
  • DOW JONES

    33.290,08
    -533,37 (-1,58%)
     
  • FTSE

    7.017,47
    -135,96 (-1,90%)
     
  • HANG SENG

    28.801,27
    +242,68 (+0,85%)
     
  • NIKKEI

    28.964,08
    -54,25 (-0,19%)
     
  • NASDAQ

    14.017,75
    -138,50 (-0,98%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,0361
    +0,0736 (+1,23%)
     

Pecuaristas dos EUA se dizem excluídos de lucro de processadoras

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A crescente irritação entre criadores de gado e consumidores nos Estados Unidos com o aumento dos preços da carne bovina no varejo reverbera em Washington para um maior escrutínio das quatro empresas que dominam o setor de frigoríficos.

Pecuaristas estão irritados com um padrão que agora consideram muito comum: o custo de hambúrgueres e bifes está subindo nos supermercados, mas os preços que produtores recebem pelos animais estão praticamente inalterados.

“É um nível de frustração na linha vermelha”, disse Colin Woodall, presidente da National Cattlemen’s Beef Association, a maior associação de criadores de gado.

A crise nos mercados de gado coincide com questões antitruste e de concorrência que ganham nova força em Washington, onde uma reação contra grandes empresas de tecnologia destaca a preocupação com gigantes corporativos que abusam de suas posições dominantes. Juntas, quatro empresas controlam mais de 80% do processamento de carne bovina dos EUA.

O governo Biden vê os padrões de preços no processamento de carne bovina como evidência de que a concentração tem efeitos prejudiciais na cadeia de suprimentos e no setor rural, disse uma autoridade do Departamento de Agricultura dos EUA, sob condição de anonimato. O USDA busca maneiras de usar sua autoridade regulatória para reduzir o desequilíbrio no poder de mercado, disse a autoridade.

Nesta semana, seis associações agrícolas e de gado se uniram por trás das demandas para que frigoríficos divulguem mais informações sobre compras de gado e para que o Departamento de Justiça revele dados sobre uma investigação antitruste aberta em maio passado envolvendo as quatro maiores processadoras de carne bovina. Dezesseis membros do Congresso escreveram ao Departamento de Justiça no mesmo dia pressionando por um relatório sobre o andamento da investigação.

Dois projetos de lei foram apresentados no Congresso para exigir mais transparência nos preços e nos termos das compras de gado, na esperança de que isso dê aos produtores mais alavancagem nas transações. O senador republicano Deb Fischer, do Nebraska, relator de um deles, disse estar “muito otimista” de que alguma versão de um projeto de divulgação aprimorada seja aprovada este ano.

Parlamentares da bancada ruralista empatizam com os problemas dos pecuaristas. As operações de gado de corte respondem por mais de um terço das fazendas e ranchos dos EUA, tornando-se o maior segmento individual da agricultura do país. Pecuaristas também sofrem com os efeitos da seca. Operadores de confinamentos, que geralmente engordam o gado antes do envio para abate nos frigoríficos, enfrentam aumento dos preços do milho.

Enquanto isso, processadoras de carne embolsam ganhos. No início do mês, a Tyson Foods, maior empresa de carne dos EUA, divulgou margem recorde de 11% em carne bovina no segundo trimestre. A ação da empresa acumula alta de 22% este ano, em comparação com 9% do S&P 500.

As impressionantes margens de lucro da carne bovina devem diminuir, mas permanecerão acima dos níveis históricos, disse o CEO da Tyson, Dean Banks, em conferência na quarta-feira.

Processadoras de carne dizem que enfrentam limitações e dificuldade para atrair mão de obra, principalmente após os surtos de Covid-19, que tornaram o setor um dos primeiros epicentros da pandemia. Executivos da Tyson disseram este mês que aumentaram os salários, mas ainda observam alta rotatividade de funcionários e absenteísmo.

“Apesar dos desafios da pandemia, o mercado é competitivo e está crescendo”, disse Sarah Little, porta-voz do North American Meat Institute, em comunicado.

Há esforços para aumentar a capacidade de processamento de carne bovina nos EUA. Em março, a Marfrig Global Foods disse que sua subsidiária National Beef Packing Company está investindo US$ 100 milhões para mais do que dobrar a capacidade na unidade de Tama, Iowa, para 2,5 mil cabeças de gado por dia, adicionando um segundo turno de produção. As mudanças serão feitas até o fim de 2022, e há outras unidades menores nos planos.

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos