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PEC impulsiona ações de varejistas, mas analistas veem fôlego curto

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*Arquivo* Consumidora observa geladeiras em loja na cidade de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
*Arquivo* Consumidora observa geladeiras em loja na cidade de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O setor de varejo viu suas ações reagirem na Bolsa nos últimos dias com a movimentação em Brasília para a votação da PEC (proposta de emenda à Constituição) que autoriza o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) a empenhar mais de R$ 41 bilhões para ampliar e conceder benefícios a menos de três meses das eleições.

Apesar do ganho que a medida proporcionaria ao comércio, analistas avaliam que o fôlego seria curto e insuficiente para tirar do fundo as ações de consumo. Em vez disso, o setor corre o risco de ser ainda mais penalizado pela manutenção por mais tempo da taxa de juros em patamares elevados.

Enquanto a PEC avançou na semana passada na Câmara, as ações mais negociadas na Bolsa das varejistas Americanas, Magazine Luiza e Via dispararam, respectivamente, 25%, 20% e 29% até sexta-feira (8), um dia após a votação do texto no plenário ter sido adiada pelo presidente da Casa, Arthur Lira, para esta terça (12).

Nesse intervalo também houve ganho de 6% do Icon B3, índice que acompanha uma ampla relação de empresas ligadas ao consumo. O Ibovespa, referência para o mercado acionário, caminhou apenas 1,35%.

Apesar do efeito positivo, o movimento está longe de indicar recuperação, segundo Lucas Sharau, assessor de investimentos na iHUB.

"A PEC é o motivo que o setor precisava para dar esse respiro, mas o cenário macroeconômico deprecia o segmento com essa alta dos juros, que penaliza principalmente o varejo, que depende mais do crédito para ter uma alavancagem com o aumento do consumo", afirma.

Sharau ressalta que, no intervalo de um ano, as ações da Magazine Luiza afundaram 88%. "A ação caiu de mais de R$ 20 para quase R$ 2. Precisaria subir muito mais para voltar ao que era", diz. Os tombos em um ano de Americanas e Via foram de 75% e 84%, nessa ordem.

Para comparação, o índice do setor de consumo despencou 43% no mesmo intervalo, enquanto o Ibovespa caiu 20%.

É o descompasso entre o aumento de gastos do governo e a necessidade de combater a inflação um dos principais motivos de desconfiança do mercado neste momento, segundo Ramon Coser, sócio da Valor Investimentos.

"Assim como um avião, a economia tem dois motores: um deles é a política monetária, o outro é a política fiscal. Eles precisam estar alinhados. Nesse governo, um está acelerando e o outro está freando", compara.

"Qual é a política monetária neste momento? O Banco Central está subindo juros para segurar a inflação. Ela demora, mas faz efeito. Mas a política fiscal do governo é voltada para aquecer a economia e ele está fazendo isso transferindo renda. Uma impulsiona enquanto a outra freia. Isso não é positivo."

Prejudicial à economia em qualquer circunstância, o desacerto se torna mais preocupante diante da perspectiva de desaceleração da economia mundial nos próximos meses, segundo Nicola Tingas, economista-chefe da Acrefi (associação de empresas de crédito e financeiras).

O efeito temido é o aumento do dólar, devido à combinação de aversão a risco e queda das exportações de commodities, provocando mais inflação e obrigando o Tesouro a pagar juros ainda mais altos ao mesmo tempo em que a União precisaria lidar com uma queda na arrecadação.

"Mas o que tem dado alento neste momento para alguns segmentos da Bolsa, como o varejo, é a possibilidade do carregamento de uma bolha eleitoral que cria um ambiente melhor do que a realidade normal traria", afirma Tingas.

"A grande verdade é que quando acabarem os estímulos, quando tudo acabar, voltam os impostos sobre combustíveis, haverá mais inflação e risco fiscal em um mundo gerando um menor fluxo de dólares para o Brasil."

Menos pessimista, o economista Denis Medina, professor da FAC-SP (Faculdade do Comércio de São Paulo), considera que o efeito "concentrado no segundo semestre" não anula o aspecto positivo da PEC no apoio à recuperação econômica.

"Como esse dinheiro vai para as mãos das pessoas, isso vai cair diretamente no comércio. São mais de R$ 40 bilhões que não eram esperados. Esse é um ponto que precisa ser considerado."

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