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Peças pré-hispânicas leiloadas em Paris, apesar de protestos do México

·2 minuto de leitura
Foto de arquivo publicada em 4 de março de 2019 pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México que mostra várias peças encontradas no interior da Gruta Balamkú no sítio arqueológico de Chichén Itzá, México.

Apesar dos protestos do México, a casa Christie's realizou nesta terça-feira (9), em Paris, um leilão de peças pré-hispânicas, incluindo uma estátua da deusa Cihuateotl, arrematada por 500.000 euros (600.000 dólares).

A venda de "Quetzalcóatl, serpente emplumada", o conjunto de 40 peças, de acervos particulares europeus, arrecadou um total de 2,53 milhões de euros (3 milhões de dólares), que é "a maior soma para um leilão de arte pré-colombiana da Christie's em Paris", segundo a casa.

A figura de Cihuateotl, de 87 centímetros e datada de 600-1000 d.C, foi vendida abaixo do preço estimado (entre 710.000 e 1,1 milhões de dólares).

A deusa é representada sentada, com traços de pigmento branco e vermelho intenso.

Uma máscara atribuída à cultura de Teotihuacan datando de 450-650 d.C foi leiloada por 437.500 euros (526.800 dólares). A peça pertencia a Pierre Matisse - filho do famoso pintor Henri Matisse - que a comprou em 1938 e a manteve por mais de 50 anos, de acordo com o catálogo. Foi estimada entre $ 420.000 e $ 640.000.

O México pediu para suspender a venda das peças, garantindo que entre eles há três objetos "falsos", incluindo esta máscara.

As outras duas peças supostamente falsas são uma máscara e uma rã esculpida, correspondentes a dois artesanatos de Xochilapa, em Guerrero (sul), que foram comprados respectivamente por 60.000 e 40.000 euros (72.000 e 48.000 dólares).

O Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México informou em 3 de fevereiro que acionou o Ministério Público mexicano contra a comercialização desses objetos, além de solicitar à chancelaria por ações diplomáticas para recuperá-los.

A Christie's garantiu que as peças foram "legitimamente vendidas no âmbito de um procedimento transparente ao público e de acordo com a lei", acrescentando que em "nenhum caso" ofertaria uma obra de arte "se houvesse dúvidas quanto a sua autenticidade e procedência ".

Ao denunciar a venda, o diretor do INAH, Diego Prieto, declarou que os bens arqueológicos do México “são propriedade da nação, inalienáveis, imprescritíveis e inatacáveis, e portanto, estão fora de qualquer ato comercial”.

app/jc/mvv