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PCC tem membros nos EUA, Europa e América do Sul, aponta investigação

Redação Notícias
·2 minutos de leitura
In this Sept. 14, 2017 photo, drug addicts chat next to a wall tagged with the acronym PCC for First Capital Command, Brazil’s most powerful criminal gang, in an area popularly known as "Crackland" in downtown Sao Paulo, Brazil.  These days, Brazil is among the world's largest markets for crack cocaine, and Crackland is its flagship outpost. (AP Photo/Nelson Antoine)
Muro no centro de São Paulo com as siglas do Primeiro Comando da Capital, o PCC (Foto: AP Photo/Nelson Antoine)

Investigações dos departamentos de inteligência e de segurança do Brasil identificaram que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) tem membros em ao menos 16 países, localizados na América do Norte, Europa e América do Sul. As informações foram publicadas nesta terça-feira pelo UOL.

De acordo com as investigações, já foram detectados ao menos 387 integrantes da facção paulista em 16 países. Desses, oito são na América do Sul, além do Brasil, e sete países da Europa. Segundo o UOL, a facção paulista também trabalha com sócios em outros países, incluindo alguns na África e na Ásia.

Nos Estados Unidos, por exemplo, foram identificados pelo menos oito integrantes batizados pela facção criminosa paulista. De acordo com o jornal, a suspeita de investigadores brasileiros é de que membros do PCC estejam no país norte-americano não só para importar cocaína a um dos países que mais consomem a droga, mas, também, aprimorar ações de lavagem de dinheiro.

Isso porque, hoje, a principal atuação do PCC é o tráfico internacional de drogas e a lavagem de dinheiro. Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) aponta que apenas em um dos tentáculos de lavagem de dinheiro houve bloqueio de contas bancárias no valor de R$ 730 milhões onde 78 empresas lavaram valor superior a R$ 32 milhões ao PCC.

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Na América do Sul, os países com maior presença de integrantes da facção paulista são aqueles que fazem divisa com o Norte do Brasil. De acordo com o UOL, são 163 membros identificados na Venezuela e 35 na Guiana Inglesa.

A região Norte é estratégica para a chegada de drogas ao país, sobretudo por meio de pequenos aviões e embarcações. Uma vez no Brasil, a droga que passa por essa fronteira vai para portos do Nordeste, de onde são despachadas para a Europa e África.

A lista de integrantes identificados na América do Sul foi colocada, pelos investigadores, dessa forma: Suriname com 14; Argentina, 17; Guiana, 35; Chile com 2; Uruguai, 72; Venezuela, 163; Colômbia com 6 e Peru, 3.

Em entrevista ao UOL, publicada na sexta-feira (2), Elvis Secco, delegado coordenador geral de repressão às drogas, armas e facções criminosas da Polícia Federal (PF), sobre o Primeiro Comando da Capital, o PCC, disse que está ocorrendo uma espécie de “Lava Jato do PCC” e comparou a facção a uma multinacional com esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro. Segundo ele, o padrão de vida de seus líderes são comparáveis aos envolvidos nos esquemas de corrupção da Petrobras.