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Pazuello libera municípios para vacinarem sem garantia de contingente para segunda dose

·2 minuto de leitura
Nurse Janete Da Silva Oliveira prepares a dose of Oxford-AstraZeneca COVID-19 vaccine in the Nossa Senhora Livramento community on the banks of the Rio Negro near Manaus, Amazonas state, Brazil on February 9, 2021. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Vacinação contra o coronavírus em Manaus, Amazonas (Foto: Michael Dantas/AFP via Getty Images)

O Ministério da Saúde mudou a determinação e, a partir desta sexta-feira, 19, municípios poderão aplicar doses das vacinas contra o coronavírus mesmo sem garantia da segunda dose. Antes, a determinação era reservar metade das doses para a segunda aplicação.

Eduardo Pazuello, ministro da Saúde, se reuniu com representantes da Frente Nacional dos Prefeitos e anunciou a nova diretriz. Além disso, prometeu que 4,7 milhões de doses serão repassadas aos municípios na próxima semana – agora sem necessidade de reservar metade para a segunda dose.

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Entre as 4,7 milhões de doses, 2,7 milhões são da CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, e outras 2 milhões são da AstraZeneca/Oxford, que chegaram da Índia.

A mudança, que permite aplicar a primeira dose sem reservar vacina para a segunda, tem como objetivo acelerar o processo de imunização, segundo Pazuello. “Vamos alterar a estratégia. Vamos mudar o modelo para autorizar a dose única da vacina do Butantan. Com isso, entramos em março com quantitativos melhores. Serão 4,7 milhões de doses e 4,7 milhões de brasileiros vacinados”, afirmou.

A Anvisa, que aprovou o uso emergencial da vacina, explicou que os testes eram feitos com duas doses e, por isso, a segunda aplicação não poderia correr o risco de não ser aplicada. No entanto, o governo federal entende que, em março, receberá mais 21 milhões de doses, suficiente para que não haja problema no reforço da vacina.

A segunda dose da CoronaVac pode ser aplicada de 14 a 21 dias depois da primeira. A da AstraZeneca pode esperar até 28 dias.

Pazuello ainda informou que o Plano Nacional de Vacinação foi alterado e começará a contemplar professores a partir de março.