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Paulo Guedes compara funcionário público a 'parasita'

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Foto: MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images
Foto: MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images

Em defesa do projeto de emergência fiscal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou servidores públicos a parasitas, que estão matando o hospedeiro o governo) ao receberem reajustes automáticos enquanto estados estão quebrados.

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"O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação, além de ter estabilidade na carreira e aposentadoria generosa", afirmou. "O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita. O dinheiro não chega no povo e ele quer reajuste automático."

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Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (7), Guedes disse que sua fala foi retirada de contexto. Em comunicado à imprensa distribuído pelo ministério, Guedes disse que "lamenta profundamente" o que considerou um desvio de foco do debate sobre a transformação do Estado.

Segundo a nota, o ministro defendia, em palestra na FGV, a importância da reforma administrativa, que será enviada semana que vem pelo governo.

"O ministro defendeu uma reforma administrativa que corrija distorções sem tirar direitos constitucionais dos atuais servidores. O ministro lamenta profundamente que sua fala tenha sido retirada de contexto pela imprensa, desviando o foco do que é realmente importante no momento: transformar o Estado brasileiro para prestar melhores serviços ao cidadão", diz o comunicado.

A pasta informou que o ministro, "após reconhecer a elevada qualidade do quadro de servidores", analisou situações em que estados e municípios têm o orçamento comprometido com a folha de pagamento. "Nessa situação extrema, não sobram recursos para gastos essenciais em áreas fundamentais como saúde, educação e saneamento", pontuou a pasta.

O projeto de emergência fiscal está em análise no Congresso e abre a possibilidade de estados em crise adotarem medidas emergenciais, como a suspensão dos reajustes. Seriam elegíveis estados que ultrapassarem indicadores máximos de endividamento ou gastos obrigatórios.

Para defender a proposta, Guedes citou pesquisa Datafolha que diz que 88% dos brasileiros são à favor da demissão de servidores por mau desempenho. "A população não quer mais isso", afirmou.

Ele criticou também repasses obrigatórios aos Legislativos e Judiciários estaduais - conhecidos como duodécimos - em tempos de crise, alegando que enquanto os demais poderes mantém os salários em dia, governadores são obrigados a cortar serviços essenciais.

As carreiras do serviço público serão discutidas também na proposta de reforma administrativa, que o presidente Jair Bolsonaro pretende enviar ao Congresso na próxima semana.

Para defender as mudanças, o governo tem argumentado que os custos do funcionalismo dispararam nos últimos anos, sem melhora correspondente na qualidade do serviço prestado. A ideia é reduzir a velocidade das promoções e a estabilidade do servidor.

A pedido de Bolsonaro, o projeto não vai mexer com os funcionários da ativa, mas apenas com os novos.

Com informações de Folhapress e O Globo