Mercado fechado
  • BOVESPA

    130.091,08
    -116,88 (-0,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.908,18
    -121,36 (-0,24%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,62
    +0,50 (+0,69%)
     
  • OURO

    1.857,20
    +0,80 (+0,04%)
     
  • BTC-USD

    39.746,02
    -515,50 (-1,28%)
     
  • CMC Crypto 200

    986,13
    -24,48 (-2,42%)
     
  • S&P500

    4.246,59
    -8,56 (-0,20%)
     
  • DOW JONES

    34.299,33
    -94,42 (-0,27%)
     
  • FTSE

    7.172,48
    +25,80 (+0,36%)
     
  • HANG SENG

    28.638,53
    -203,60 (-0,71%)
     
  • NIKKEI

    29.369,29
    -72,01 (-0,24%)
     
  • NASDAQ

    14.041,00
    +10,75 (+0,08%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1124
    -0,0055 (-0,09%)
     

Paulo Caffarelli renuncia e Gustavo Sousa será o novo CEO da Cielo

·2 minuto de leitura
.

SÃO PAULO (Reuters) -A Cielo informou nesta quarta-feira que seu diretor-presidente, Paulo Caffarelli, renunciou ao cargo e que Gustavo Henrique Santos de Sousa, atual vice-presidente de finanças e diretor de relações com investidores, será seu sucesso no cargo.

A informação consta de ata de reunião extraordinária do conselho de administração da companhia. Segundo o documento, Sousa tomará posse no novo cargo após aval do Banco Central.

Caffarelli segue na Cielo até 31 de maio para coordenar uma transição. Inicialmente, Sousa complementará o mandato de dois anos até a reunião do conselho da Cielo sobre o balanço de 2021.

Caffarelli chegou à Cielo no final de outubro de 2018, após deixar o comando do Banco do Brasil, com o objetivo de mudar a estratégia da empresa líder em pagamentos no Brasil, passando se concentrar mais nos lucrativos mercados de pequenas e médias empresas, processo hoje em andamento.

No entanto, a companhia seguiu perdendo participação num mercado que outrora dominava com a Rede, após uma abertura promovida pelo Banco Central ter incentivado a aparição de mais de 20 adquirentes e duas centenas de subadquirentes no Brasil.

Desde então, a Cielo perdeu dois terços de seu valor de mercado, para cerca de 10,6 bilhões de reais, valendo pouco mais de um décimo de sua rival menor Stone.

No mês passado, a Cielo reportou lucro recorrente de 135,8 milhões de reais no primeiro trimestre, queda de 18,6% ante mesma etapa do ano anterior.

Além da feroz concorrência de diversos novos adquirentes, a Cielo começa a enfrentar também a concorrência de carteiras digitais, como Mercado Pago e PicPay, sem contar a entrada em vigor do sistema instantâneo de pagamentos PIX, no fim do ano passado, que deve pressionar ainda mais as margens do setor.

A troca no comando da Cielo ocorre também em meio a sucessivos rumores de que os sócios controladores Bradesco e Banco do Brasil negociavam deslistar a companhia ou vender uma participação no negócio, o que foi sempre negado pelos bancos.

A mudança também vem enquanto a GetNet, rival controlada pelo Santander Brasil, planeja listagem na B3 e na Nasdaq, enquanto a Caixa Econômica Federal indica que pretende também fazer uma oferta inicial de ações de sua unidade de pagamentos.

(Por Aluísio Alves)