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Paulistanos relatam misto de ansiedade e alívio com retomada de vacinação

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SÃO PAULO, SP, 23.06.2021: VACINAÇÃO-SP - Fila na UBS Bom Retiro para a vacinação contra a Covid-19. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 23.06.2021: VACINAÇÃO-SP - Fila na UBS Bom Retiro para a vacinação contra a Covid-19. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Pessoas da faixa etária de 49 anos começaram a ser imunizadas contra as Covid-19 nesta quarta-feira (23) na cidade de São Paulo, um dia após a suspensão da vacinação por falta de doses. O problema voltou a ocorrer nesta quarta-feira, porém, em número menor de unidades.

Em vários pontos de vacinação muitos relataram sentimentos como ansiedade, alívio e medo de ficar sem a dose, já que, na última segunda-feira (21), 305 pontos, de um total de 485 disponíveis naquele dia, registraram falta de imunizantes.

"Eu estava ansiosa por tomar a vacina. E cheguei a pensar se, justo na minha vez, a vacina ia acabar. Ainda bem que consegui", afirmou a advogada Regina Celia de Oliveira Campos Silva, de 49 anos.Ela foi até a UBS Humaitá, na Bela Vista, centro da capital.

Outro que saiu feliz de lá foi o cuidador Sérgio Ricardo Antonio, 49. Ele conta que cuidou de três idosos que contraíram o novo coronavírus e, por isso, estava com medo. "Foi por Deus que eu não peguei a Covid, viu. Receber a primeira dose deixa a gente aliviado. Agora é continuar se cuidando, esperar a segunda dose e torcer para que não tenha falta de vacina", afirmou.

Na UBS Vila Santo Estevão, na Vila Gomes Cardim, região do Tatuapé (zona leste), era nítida a emoção nos olhos da estatística Katia Camorci, 49. Questionada se temia não conseguir o imunizante, ela disse que não confiava 100% de que teria a dose, porém, saiu de casa e foi até a UBS. "Eu confio é na ciência. Agora é seguir a vida com prudência, máscara e álcool em gel, distanciamento e esperar a segunda, que, tomara, tenha", afirmou.

Na mesma UBS, o balconista de supermercado José Vicente Ferreira Filho, 58, tomou a primeira dose apenas nesta quarta-feira. Ele disse que não pode ir antes devido a um medicamento que estava tomando. "Nunca fiquei sem trabalhar nessa pandemia. E a gente é linha de frente. Essa vacina deveria é ter vindo antes pra gente", afirmou.

Logo na abertura da UBS Santa Cecília, no centro, por volta de 7h, algumas pessoas que aguardavam na fila gritaram a frase "Viva o SUS".Adriana Fender, 49, moradora da Vila Buarque, estava no posto e se disse aliviada por tomar a vacina. "Fiquei muito feliz. É muito bom poder tomar a vacina e ficar um pouco mais aliviada. Fiquei bem feliz mesmo e até me surpreendeu esse adiantamento da faixa etária. Nem peguei fila, foi direto", afirmou.

Além das pessoas da faixa etária de 49 anos, outros grupos continuam a ser imunizados, sobretudo os portadores de comorbidades. É por isso que Talita Ferreira dos Santos, 36, que trabalha na área de comunicação, aproveitou para se vacinar. Com asma crônica, ela disse que não tinha certeza se poderia tomar o imunizante, já que afirma que sua doença é controlada. Ela foi orientada que se enquadraria nos critérios de comorbidades após uma consulta ao seu pneumologista.

"Eu saí correndo do consultório e fui para o posto, e com a cartinha já falaram que poderia entrar na fila para tomar a vacina",afirmou.

Nesta quarta-feira foi aberto o 21º megaposto da capital, localizado na Catedral de São Miguel, em São Miguel Paulista (zona leste).

O ponto de vacinação teve movimento tranquilo após a abertura. O primeiro a ser imunizado no local foi o almoxarife Carlos Henrique Cardoso Rodrigues, 49. "Faço atividade essencial e não deixei de trabalhar presencialmente. Eu estava ansioso", disse.

Mesmo já podendo ter tomado a primeira dose no último sábado, a costureira Valdenice Francisco da Silva, 51, esperou para poder se vacinar junto com o marido o motoboy Edilson Pereira Souza, 49. "Achei bacana a gente vacinar junto", afirmou ela.

A mulher conta que trabalha em casa. Preocupação maior é de Souza. O entregador de delivery. "Agora vamos começar a sair fora desse pesadelo que estamos vivendo", disse o motoboy.

Uma das pessoas que foi buscar o imunizante para a segunda dose foi o metalúrgico aposentado Pedro Amorim, 70. Ele contou que que foi na última sexta-feira tentar se vacinar em um posto de saúde perto de sua casa, mas não conseguiu se vacinar. Na segunda-feira, tentou em outra unidade, também sem sucesso. Nesta quarta-feira, finalmente, conseguiu a dose de reforço. "A gente vê todas essas notícias que realmente fica com medo de não encontrar. Ainda bem que aqui [megaposto de São Miguel], eu consegui", disse.

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