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Paulistano chega a ficar até duas horas na fila para ser vacinado contra Covid

·6 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Moradores na cidade de São Paulo, com idade entre 56 anos e 57 anos, enfrentam longas filas para se vacinar contra a Covid-19 nesta quarta-feira (16). Alguns relatam esperado até duas horas.

Um deles foi o engenheiro Claudio Bantoli, 57, que foi com o seu carro até o drive-thru da UBS Cambuci, no centro. Momentos antes de se vacinar, às 13h15, ele relatou ter chegado ao local às 11h. "Precisavam encontrar uma forma de dar mais agilidade na fila, já que para vacinar é muito rápido", afirmou.

Em visita a pontos de vacinação espalhados nas zonas oeste, leste e centro, a reportagem constatou que muitas pessoas com menos de 56 anos e com mais de 50 anos também compareceram. Todos que a reportagem acompanhou puderam ser vacinados, já que o escalonamento não tem caráter restritivo, ou seja; não proíbe que a pessoa tome a vacina, apenas está sendo realizado para evitar aglomerações e falta de doses.

O auditor Vitor Stankevicius, de 55 anos, faixa etária que será atendida nesta quinta-feira (17), foi tentar se vacinar acompanhado da irmã, a aposentada Claudia, 56, ela, dentro do cronograma estabelecido pela prefeitura. Vitor dirigia um dos mais de 50 veículos em fila para tomar a vacina no drive-thru do Cambuci. "O escalonamento foi feito em cima da hora. Como ela já veio tomar a vacina, aproveitei", afirmou ele, que acabou vacinado.

Por volta das 13h, a espera na UBS Cambuci passava dos 50 veículos. A fila era tamanha que contornava em "U" quase todo o quarteirão da unidade de saúde, passando pela avenida Lacercda Franco, contornando a rua Senador Carlos Teixeira de Carvalho até a avenida Lins de Vasconcelos.

Outro ponto de vacinação montado em outra entrada da mesma UBS, na rua Senador Carlos Teixeira de Carvalho, também estava lotado, com mais de 40 pessoas na fila.

A UBS Max Perlman, na Vila Nova Conceição (zona oeste de SP), teve demora no atendimento. Por volta das 9h, 64 pessoas se aglomeravam na calçada, debaixo do sol. Por lá a espera também chegava a duas horas.

O porteiro Laércio Barbosa, de 50 anos, afirmou que teve que sair no horário do seu café para pegar a fila. Ele disse que uma médica do prédio onde ele trabalha afirmou que ele poderia tomar a vacina nesta quarta.

Após esperar quase duas horas, e, mesmo tendo sido informado pelo agente de saúde que hoje não era sua vez de tomar a vacina, ele entrou. Ao sair, todo contente, disse. "A doutora estava certa. Agora já está dando quase a hora do almoço", afirmou.

O casal Humberto Batista, 50, e Simone Batista, 54, também aguardou muito tempo. Ao serem informados pela reportagem de que a faixa etária de ambos não era nesta quarta, eles disseram que permaneceriam na fila.

"A gente tem duas partes do governo: uma falando uma coisa, e outra falando outra para escalonamento. O sistema é inconsistente", afirmou Humberto.

Na recepção o atendente afirmou sobre o cronograma e mesmo assim os dois tomaram a vacina.

Durante todo o tempo em que chegou na fila até antes de entrar para tomar a vacina, a gerente de planejamento Viviane Coldart, 57, tentava convencer o marido a se vacinar. Ele já poderia ter sido imunizado, mas se recusa a tomar a vacina. Sem querer se identificar, ele afirmou não confiar muito na eficácia dos imunizantes.

Já a babá Jane Santos de Oliveira, 57, não escondia a alegria após se vacinar. Ela disse nem ter visto o tempo passar, já que desde o tempo que chegou, às 8h, até a hora que recebeu a vacina, perto das 10h, ficou conversando com a dona de casa Ivone Fatima dos Anjos França, de 56 anos, uma nova amiga que fez durante o tempo de espera.

"Eu não parei de trabalhar em nenhum momento na pandemia. Os meus patrões já pegaram Covid e uma outra empregada da casa onde eu trabalho também. Eu não. Mas eles me pagavam Uber para ir e voltar da minha casa, mantemos distância e graças a Deus não fui contaminada. Agora estou mais tranquila", disse.

O administrador de empresas francês Remi Couobronne, 54, não foi na UBS Max Perlman para se vacinar, já que sabia que sua faixa etária seria atendida apenas nesta quinta-feira (17). Ele foi saber se a unidade receberá a vacina da Pfizer. "Eu vou viajar e não posso tomar outra vacina que não seja a Pfizer. Não é pelo fato de não confiar, nada disso. É que estou indo viajar para a França. Se tomar a da Pfizer, consigo tomar a segunda dose lá. Se tomar de outra farmacêutica, eles nem terão o imunizante disponível", justificou.

Ao mostrar uma multa de trânsito para comprovar o endereço, o administrador de empresas Ernando Correa Silva, 57, provocou risos até na agente de saúde que o atendeu para conferir os documentos.

Ele foi até a UBS Vila Santo Estevão - Doutor Woady Jorge Kalil, na Vila Gomes Cardim, na zona leste, na manhã de ontem, e diz que localizou a multa guardada no bolso de seu casaco. "Eu sinceramente nem lembrava que estava com ela no bolso", afirmou, aos risos.

Silva fez questão de esclarecer que não foi ele o autor da infração de trânsito, mas sim a sua mulher, que capotou o carro que está em nome dele e foi multada após o acidente pelo fato de o licenciamento do veículo estar vencido. O administrador de empresas afirmou que ela teve apenas ferimentos leves e passa bem. Como ela não o estava acompanhando, a reportagem não conseguiu confirmar se a história era verdadeira ou não.

O sistema criado pela prefeitura de São Paulo para monitorar o tamanho das filas nos pontos de vacinação, o De Olho na Fila, apresentou problemas no início do dia. Entre eles o atraso de unidades para informar o tamanho da fila. Embora elas já estivessem formadas em vários pontos de vacinação, vários locais constavam informações da tarde do dia anterior.

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta na UBS Max Perlman, o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, afirmou que até sexta-feira (18) o sistema estará regularizado e considerou normal os problemas.

"Tem uma certa adaptação do nosso sistema. Até você abrir o profissional nosso entrar com a senha, tem algumas regiões que você tem problema de sinal", afirmou.

Uma das melhorias a serem feitas inclui reduzir o tempo de atualização das informações de duas horas para uma hora --atualmente a atualização é feita em média a cada duas horas. "A gente vai ter aí uns dois ou três dias para o sistema estar perfeitamente funcionando E aí sim a nossa ideia é reduzir esse prazo de atualização, porque o duas horas é muito tempo", completou.

Sobre pessoas que conseguiram ser vacinadas, mesmo não fazendo parte da faixa etária desta quarta, Aparecido disse que a maior parte das pessoas já entendeu que existe um escalonamento na vacinação da cidade de São Paulo. "A gente volta a solicitar para as pessoas que obedeçam esse escalonamento. O município não recebeu todas as vacinas na quantidade que precisa estamos recebendo no decorrer dos dias", disse.

Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde disse que está sendo estudada uma possível ampliação de horários e locais de vacinação.

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