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Paula Lima lembra "barraco" que fez para Chay Suede se tornar galã

Amanda Serra
·4 minuto de leitura

Paula Lima é uma voz potente na cena musical brasileira quando falamos de black music e soul, e claro, representatividade da mulher negra.

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No Yahoo Entrevista desta semana, a cantora, que não fala a idade -- "Sou igual a Elza" -- e não gosta de tratar o tema em entrevistas, pois "a sociedade é cruel com a mulher, com a idade da mulher", analisa as nomenclaturas que envolvem o envelhecer, cita a importância da nova geração de mulheres negras na música como Luedji Luna, Iza, Mc Soffia, e lembra o "barraco" que deu nos bastidores do reality show "Ídolos", da Record, para Chay Suede ser o galã que conhecemos hoje.

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"Queriam tirá-lo e fiz um barraco pela primeira vez, fiz um escândalo: ‘Vocês tão loucos, vocês estão cegos, algum problema mental, pelo amor de Deus! A melhor coisa que apareceu nesses dois anos de programa e vocês querem tirar? Ele não é só bonitinho? Vocês são péssimos, vocês não sabem o que vocês estão perdendo’."

"Aí, a diretora me ouviu [Fernanda Telles], e falou assim: ‘não, vamos deixar’. Lembro que o Marco Camargo [produtor musical e um dos jurados da atração também] falou: 'Ele vai sair na primeira semana’; eu respondi: ‘Não vai porque ele é bom’. E aí foi ficando tal... a Record sacou o potencial do cara aí ele fez ‘Rebelde’. E aí a Globo sacou o potencial do cara e ele foi para Globo, ele é um galã, é uma estrela fulminante", diz Paula ao relembrar a importância do reality para Chay.

É difícil a gente dar 400 ou mais que o outro e chegar no mesmo lugar. É muito importante que as pessoas brancas entendam que é isso que a gente faz até hoje

"Esse programa fez toda a diferença na vida dele. Talvez ele não fosse esse Chay que a gente conhece se ele não tivesse passado por isso, então são coisas e coisas", avalia ela ao explicar também porque os realities musicais muitas vezes acabam não alçando à fama os talentos revelados nas atrações - com exceção de Thiaguinho e Roberta Sá que não venceram o 'Fama', mas foram vistos por produtores, músicos e aliados com talento tiveram reconhecimento.

"O público brasileiro, na verdade, não abraça o cantor, ele abraça o reality e a personagem que está ali, porque é um programa de TV, é entretenimento. É importante que o público não descarte aquela pessoa pela qual ele se apaixonou. Se ele gostou ali, vai depois do show, ouve no streaming, pede na rádio."

"A idade para mulher no mundo não é um presente”

Em uma sociedade patriarcal pautada pelo culto ao corpo, pela beleza, envelhecer ainda se mantém como um tabu para as mulheres. Ora jogadas ao ostracismo dos 40, ora aflitas com os 30 por não terem casado, saído da casa dos pais, tido filhos, ora com os 50, a menopausa, o ninho vazio… são tantas questões, que não é exagero ou clichê (necessário aqui) dizer que ser mulher é penoso.

Há 10 anos, a gente não tinha essa fala tão objetiva, tão transparente sobre machismo, feminismo, racismo, as coisas mudaram

"A idade para mulher no mundo não é um presente. Estamos felizes com a tecnologia, as mulheres de 50 hoje são as mulheres de 30, as pessoas adoram dizer isso né? Ou que sejam as mulheres de 40… Outro dia eu vi a Susan Sarandon [atriz], que eu amo, entre outras atrizes já mais velhas, elas estão fazendo filme com cachorro. Então, fico pensando como a sociedade é cruel com a mulher, com a idade da mulher."

"Você não tem mais lugar, você não serve mais, você não tem mais nada para oferecer. Temos que mudar isso de uma vez por todas. Para que a gente se sinta confortável sempre a idade que a gente tem, que é o certo", analisa Paula, citando o racismo enraizado que coíbe até mesmo uma mulher negra de falar sua idade.

A branquitude continua, continua um pouco cega, assim, um pouco egoísta

"A vida para a mulher é muito dura, e para a mulher negra é mais dura ainda, entendeu? Eu tenho muito medo de prejudicar minha carreira, é sério isso. É triste, é sério, é real. Não sou a Claudia Raia. A Claudia Raia já é a Claudia Raia, peladona, linda, corpão. Ela é uma atriz. Ela mergulha nessa história da idade porque, inclusive, ao contrário da maioria das mulheres, dá muitos frutos para ela. Mas para as mulheres em geral, não é uma coisa legal", afirma a cantora.

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