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Paul Krugman descarta inflação nos EUA como na década de 1970

Julia Fanzeres
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O economista Paul Krugman, vencedor do prêmio Nobel, descarta a ameaça de a inflação sair do controle - como aconteceu na década de 1970 - devido ao pacote de alívio da pandemia de US$ 1,9 trilhão do presidente dos EUA, Joe Biden.

“Realmente levou mais de uma década de equívocos - ano após ano - para chegar até aquele ponto, e não acho que faremos isso de novo”, disse Krugman sobre o flagelo da inflação dos anos 70 até o início dos anos 80.

Em entrevista ao programa “Wall Street Week” da Bloomberg Television transmitida na sexta-feira, Krugman disse que o Federal Reserve tem ferramentas para lidar com as pressões de preços se necessário. Segundo o economista, atualmente professor da Universidade de Nova York, é improvável que o Fed adote a “seriamente irresponsável política monetária” da década de 1970.

O pior cenário do pacote de estímulo fiscal seria um aumento transitório dos preços ao consumidor, como aconteceu no início da Guerra da Coreia, disse Krugman. O projeto de lei de alívio é “definitivamente um estímulo significativo, mas não um estímulo altamente inflacionário”, afirmou.

O economista também sugeriu que as autoridades do Fed não deixarão de agir por receio da reação no mercado de títulos, onde o aumento dos rendimentos teve efeito cascata sobre as ações.

O aperto da política monetária do Fed gerou uma crise no mercado de títulos do Tesouro dos EUA em 1994, mas “nada realmente terrível aconteceu” no final das contas, e as autoridades terão isso em mente, disse Krugman. “Ninguém no Fed quer ser responsável por trazer de volta os anos 70, então não acho que estejam tão limitados.”

A combinação de política fiscal expansionista excessiva sob o presidente Lyndon B. Johnson, dois choques do petróleo e política monetária irresponsável sob o presidente do Fed, Arthur Burns, gerou inflação de dois dígitos da década de 1970, que atingiu o pico em 1980, disse Krugman.

Economistas preveem que o indicador do núcleo de inflação atrelado aos gastos do consumidor que o Fed usa em suas projeções ficará abaixo de 2% neste ano e no próximo, segundo pesquisa da Bloomberg. Um outro indicador, o índice de preços ao consumidor, deve fechar 2021 em 2,4% e em 2,2% no próximo ano. O IPC subiu mais de 13% em 1980.

O risco é que as autoridades estejam “lutando a última guerra”, combatendo o não cumprimento da meta de inflação de 2% e as medidas fiscais limitadas adotadas após a crise financeira de 2007-09, dizem economistas.

Ainda assim, Krugman argumenta que os aspectos “redistribucionistas” do pacote de alívio da pandemia reduzirão a necessidade de o Fed manter o forte estímulo monetário por muito tempo para lidar com bolsões de alto desemprego. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse repetidamente que o banco central deseja um amplo fortalecimento do mercado de trabalho, não apenas uma queda na taxa nacional de desemprego.

“Não é tolice pensar que pode haver alguma pressão inflacionária” do pacote fiscal, disse Krugman. Mas o pacote foi pensado mais como plano de alívio do que como estímulo, afirmou.

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