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Patricia Marx diz que se sentia "masculina" aos 16 e lembra pressão para ser "ninfeta"

Giselle de Almeida
·2 minuto de leitura
A cantora Patricia Marx. Foto: reprodução/Instagram/patriciamarxoficial
A cantora Patricia Marx. Foto: reprodução/Instagram/patriciamarxoficial

Em conversa com seus seguidores nas redes sociais, Patricia Marx contou como foi assumir a sua orientação sexual e lembrou como assumir seu relacionamento com a arquiteta Renata Pedreira foi libertador. A cantora, ex-integrante do Trem da Alegria, também falou que durante boa parte de sua carreira foi apresentada como “ninfeta” e “símbolo sexual” para vender discos.

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“Acho que eu já me sentia com 16 anos, muito mais, digamos assim, não do gênero, mas me sentia mais masculina. Eu gostava de vestir terno, gravata, camisa... Foi a época que eu tinha cabelinho vermelho, do [álbum] ‘Ficar com Você’”, disse Patricia, em live no Instagram transmitido na noite da última quinta-feira (22).

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Segundo a artista, naquela época, ela passou a ter “desejo de vestir roupa de menino, vestir uma camisa, uma gravata”.

“Fui saindo daquela coisa do ‘Sonho de Amor’, que eu tinha o cabelão, que me apresentava de sainha... Aquilo lá era muito mais um desejo da gravadora, de produtores, homens, obviamente, do que o meu próprio desejo. Então, passei por essa fase de idealização de outros homens, com os quais eu trabalhei, pessoas que me dirigiram na época até 90 ou 92... Isso foi uma grande projeção de um símbolo sexual muito mais idealizado por homens do que propriamente por mim”, contou.

De família católica (“Minha avó queria que eu fosse freira”), Patricia levou um tempo para entender sua própria sexualidade. Trabalhar em um mercado machista também dificultou esse processo, trabalhado em anos de análise. “Comecei a pensar em mim, falei: ‘Eu preciso ser feliz’. E isso precisa sair, eu não posso mais viver uma mentira por ninguém. Ou por nada nesse mundo”, lembrou.

Aos 46 anos, Patricia comemora o atual namoro, tornado público em 28 de junho, seu aniversário e o Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+. “Esse relacionamento com a Renata é libertador, é um respiro na minha vida. Finalmente, posso ser quem eu sou. Depois de tanta opressão, tanta idealização, tanta projeção masculina, que eu precisava ser uma ninfeta, ser um símbolo sexual, porque assim eu iria vender mais discos”, concluiu.

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