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Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e querem expulsão de bispos brasileiros

Igreja Universal do Reino de Deus iniciou suas operações em Angola em 1992. Foto: Divulgação/Iurd

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola anunciaram ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja.

  • Religiosos o acusam de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.

Em uma ação inédita, pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola anunciaram uma ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja. A informação é da BBC News Brasil, segundo a qual eles o acusam de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.

Na última quinta (28), em comunicado divulgado pela imprensa angolana, os pastores — que dizem ter o apoio de 330 pastores e bispos angolanos da Universal — exigem que líderes brasileiros da instituição deixem "o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias" para que a igreja passe a ser "liderada exclusivamente por angolanos".

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O cisma põe em xeque a sobrevivência da Iurd em um de seus principais palcos no exterior  é registrado poucas semanas após a Universal ser ameaçada de expulsão em outro país africano, São Tomé e Príncipe, onde também era acusada de privilegiar pastores brasileiros e forçar pastores locais a realizar vasectomias.

A Universal negou, em nota, que tenha havido ruptura em Angola. O grupo disse ainda que a igreja é vítima de uma "rede de mentiras arquitetada por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada".

A igreja iniciou em 1992 suas operações em Angola, ex-colônia portuguesa no oeste africano com cerca de 30 milhões de habitantes. Abriu mais de 230 templos no país, desde então. A  igreja diz ter como fiéis 2,7% da população angolana.