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Passeio do Bragantino é choque de realidade em quem via a área técnica como único problema no Vasco

Nathalia Almeida
·2 minuto de leitura

Quando o Vasco da Gama anunciou a demissão de Ricardo Sá Pinto e sacramentou o retorno de Vanderlei Luxemburgo à Colina Histórica, muitos torcedores vibraram nas redes sociais, motivados pela esperança de que o veterano resgataria o espírito aguerrido do time de 2019, que emplacou uma campanha 'competitiva' em meio a tantas limitações: terminou o Brasileirão na 12ª posição com 49 pontos, chegando às rodadas finais já livre de qualquer chance de queda.

Os primeiros capítulos da segunda passagem de Luxemburgo por São Januário até nos deram a impressão de que veríamos o mesmo enredo se repetindo, com o Vasco somando quatro de seis pontos possíveis a partir de atuações corretas (não brilhantes, veja bem!) contra Atlético-GO e Botafogo. Mas então vieram as partidas contra Coritiba e Red Bull Bragantino, que escancaram àquilo que parte da torcida não quer entender ou acreditar: os problemas do Gigante da Colina transcendem, e muito, o nome que ocupa a sua área técnica.

2020 Brasileirao Series A: Vasco v Botafogo Play Behind Closed Doors Amidst the Coronavirus | Buda Mendes/Getty Images
2020 Brasileirao Series A: Vasco v Botafogo Play Behind Closed Doors Amidst the Coronavirus | Buda Mendes/Getty Images

Não existem soluções milagrosas no futebol. Vitórias, títulos e glórias são conquistadas através de planejamento, longo prazo e organização administrativa/política/financeira, grandezas que há muito não aparecem em São Januário. A contratação de Ricardo Sá Pinto se deu não por convicção em um projeto esportivo envolvendo o luso, mas sim em uma tentativa de 'surfar na onda' dos técnicos estrangeiros e, quem sabe, repetir o 'case' de sucesso que vimos na Gávea em 2019. Sem a resposta imediata desejada, o clube carioca tomou outra decisão baseada em achismos: se Luxemburgo fez um trabalho honesto na temporada passada, pode repetir o feito agora. Mas futebol não é assim.

Sob eterna turbulência política em seus bastidores, atrasando salários constantemente e tendo um elenco desequilibrado e recheado de buracos em variados setores, o Vasco segue 'tapando o sol com a peneira' e buscando respostas simples para problemas estruturais profundos. É bastante sintomático que o Red Bull Bragantino, extremamente organizado dentro e fora das quatro linhas, tenha feito o Vasco sangrar tanto: a diferença do placar da goleada expõe perfeitamente o contrate e o abismo que existe entre os dois clubes hoje. O Gigante da Colina tem a história e tem a tradição - e isso ninguém é capaz de lhe tirar -, mas ficou para trás em todo o resto.