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'Passaporte da vacina': taxistas e funcionários de estabelecimentos são pegos de surpresa após anúncio de decreto que exige o comprovante

·2 min de leitura

O decreto divulgado pela prefeitura no início desta quinta-feira, que determina o passaporte de vacinação para hotéis, taxistas, motoristas de aplicativo, salões de beleza, restaurantes e outros estabelecimentos, pegou funcionários e frequentadores de surpresa. A medida passa a valer após a publicação no Diário Oficial.

Na recepção do hotel Hilton, no Leme, a informação ainda era novidade. À equipe de reportagem, uma das funcionárias diz que ainda não sabia da informação e que o passaporte ainda não era exigido para os hóspedes. De acordo com a equipe de marketing do hotel, uma reunião nesta quinta-feira vai decidir os próximos passos.

No hotel Copacabana Palace, a exigência de apresentação do passaporte de vacinação já era uma determinação da direção, mas apenas para frequentar espaços de lazer como a academia e a piscina. Até as 10h desta quinta, ainda não havia exigência para as reservas dos quartos. Na portaria, alguns hóspedes já sabiam.

Ailton Cardel, de 68 anos, é taxista há 16 anos. Para ele foi surpresa o decreto. E, na sua opinião, será difícil de fazer valer a exigência, mas é uma boa iniciativa:

— É bom desde que o turista saiba que existe essa exigência. Caso contrário, é constrangedor, pode gerar problemas para o nosso trabalho. É como comprovar a identidade da pessoa. Eu vou pedir, mas não neste primeiro momento.

Luiz Sergio Barbosa, de 49 anos, já sabia da nova medida. Motorista de táxi há 13 anos, ele diz que não está podendo fazer exigências deste tipo, pela dificuldade de conseguir passageiro nas ruas:

— Não devo pedir a princípio. O trabalho está muito difícil. Se eu começar a ter critérios, o passageiro vai embora e eu não trabalho.

Funcionário de um restaurante e lanchonete em Copacabana, Diones Gomes, de 37 anos, diz que não sabia e acha que a direção do local onde trabalha não pretende exigir o passaporte. Segundo ele, não há necessidade:

— Alguns lugares exigem, outros não. Não vejo necessidade. As pessoas não se aglomeram quando estão comendo. Não vamos pedir o comprovante.

No shopping Rio Sul, em Botafogo, não havia pedido de comprovante de vacinação nem a aferição de temperatura, o que já era uma exigência determinada pela prefeitura. No Botafogo Praia Shopping, o cenário era o mesmo. De acordo com funcionários de ambos os estabelecimentos, a medida está sendo avaliada pela direção do hotel.

O militar Marcos Borba, de 49 anos, já estava sabendo e foi preparado com o comprovante de vacinação baixado no celular pelo aplicativo ConecteSUS para o Shopping Leblon, onde, segundo um funcionário do estabelecimento, só vão exigir a partir de segunda-feira:

— Eu acho um decreto hipócrita. Como que vale para taxistas e motoristas de aplicativo e para ônibus não? Por que só para alguns lugares? Acho bom para o shopping, mas precisa existir em outros lugares.

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