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Passagens aéreas 'sobem' 56,8% e frustram planos de viagem

·3 minuto de leitura
FILE — In this April 26, 2021, file photo Boeing 737 Max airplanes sit parked in a storage lot, near Boeing Field in Seattle. The Boeing Co. told employees, Tuesday, Oct. 12, 2021, that they must be vaccinated against COVID-19 or possibly be fired. The Seattle Times reports the deadline for workers at the aerospace giant is Dec. 8. (AP Photo/Ted S. Warren, File)
FILE — In this April 26, 2021, file photo Boeing 737 Max airplanes sit parked in a storage lot, near Boeing Field in Seattle. The Boeing Co. told employees, Tuesday, Oct. 12, 2021, that they must be vaccinated against COVID-19 or possibly be fired. The Seattle Times reports the deadline for workers at the aerospace giant is Dec. 8. (AP Photo/Ted S. Warren, File)
  • Passagens aéreas são o quinto item que mais subiu;

  • Preço de passagens teve alta cinco vezes maior que a inflação;

  • Alta é explicada por conta da alta do dólar e dos combustíveis.

O preço das passagens aéreas segue em decolagem. A inflação generalizada pesou sobre o preço dos bilhetes aéreos nos últimos meses. Nos últimos 12 meses, as passagens aéreas tiveram alta de 56,81%, ficando atrás apenas de quatro itens, três deles do grupo de alimentos e o etanol.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revelou que a alta nas passagens aéreas chega a ser cinco vezes maior que o índice geral da inflação acumulada de 12 meses, que ficou em 10,25%, o maior índice desde fevereiro de 2016.

A alta se explica sob diversos fatores, entre elas, o aumento do preço dos combustíveis, item sensível para as passagens, uma vez que um dos principais custos para as companhias aéreas é o do querosene de aviação, que segundo relatório da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o litro de querosene aumentou 91,7%.

Por outro lado, outro fator que explica as altas nos preços, são as demandas causadas pela retomada da economia e do aumento da demanda devido ao avanço da vacinação, uma vez que ao menos 70% dos brasileiros já se vacinaram com ao menos uma dose. A busca pelas passagens nem sempre é acompanhada por uma oferta suficiente das companhias.

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A Anac apontou aumento nos meses de abril, maio e junho, e comparando com os mesmos meses no ano passado, o avanço no preço médio dos voos domésticos foi de 21,7%, embora a variação do tíquete médio possa ser explicada pela queda que sofreu no segundo trimestre de 2020, quando a pandemia fez reduzir a oferta de voos em 90%.

Questionada pela reportagem do Estadão sobre as altas, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirma que o levantamento da Anac é o que “melhor retrata o comportamento das tarifas aéreas”, já que considera todos os bilhetes comercializados num determinado período, enquanto o IPCA, do IBGE, considera um recorte específico de datas e de destinos mais visitados.

Em nota, a Abear destaca que, no segundo trimestre deste ano, a tarifa média doméstica caiu 19,98% em relação ao mesmo trimestre de 2019, anterior à pandemia. “O preço médio do bilhete foi de R$ 388,95, ante R$ 486,10. O ‘yield tarifa aérea’ (valor pago pelo passageiro por quilômetro voado), por sua vez, teve retração de 32,3% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2019”, afirmou.

Já as companhias aéreas deram explicações diferentes para o problema a reportagem do Estadão: a Azul relatou que a alta do dólar e do combustível influenciaram nos valores, a Gol procurou informar que disponibiliza passagens com até 330 dias de antecedência, onde se pode encontrar valores mais baratos, e a Latam explicou que para definir o preço da passagem, é preciso levar em conta que 65% dos custos da empresa são dolarizados, e 35% correspondem aos combustíveis, um dos grandes vilões da inflação.

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