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Passagem de galáxia anã teria causado ondulações na Via Láctea

Grandes partes do disco externo da Via Láctea vibram, e agora parece que a "culpada" por essas ondulações foi confirmada. Cientistas da Lund University, na Suécia, usaram dados do telescópio espacial Gaia para verificar que uma galáxia anã seria a responsável por tudo isso, "chacoalhando" a nossa galáxia ao passar próximo a ela há centenas de milhões de anos.

A galáxia em questão hoje é vista na constelação de Sagitário, mas, tantos anos atrás, ela estava em outra direção — afinal, o universo não é estático e tudo está em movimento. Durante essa "jornada", eventualmente objetos cósmicos passam "perto" de outros, e suas interações gravitacionais geram consequências. E, no caso da passagem desta galáxia anã, a consequência teria sido justamente as vibrações detectadas nas partes mais externas da Via Láctea.

Representação de distorções na parte mais externa da Via Láctea (Imagem: Reprodução/Stefan Payne-Wardenaar/Robert Gendler/ESO)
Representação de distorções na parte mais externa da Via Láctea (Imagem: Reprodução/Stefan Payne-Wardenaar/Robert Gendler/ESO)

Nossa galáxia abriga de 100 a 400 bilhões de estrelas, e a equipe por trás do estudo analisou aquelas nas regiões mais externas do disco galáctico. “Podemos ver que essas estrelas oscilam e se movem para cima e para baixo em velocidades diferentes. Quando a Galáxia Anã Elíptica de Sagitário passou pela Via Láctea, criou movimentos ondulatórios em nossa galáxia, como quando uma pedra é lançada em um lago”, explica Paul McMillan, pesquisador de astronomia do Observatório de Lund e líder do estudo, que foi publicado no periódico Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

A equipe chegou a esta conclusão ao estudar uma grande área do disco externo da Via Láctea, medindo a intensidade das ondulações previamente observadas em diferentes partes do disco. Então, os cientistas começaram a decifrar um "quebra-cabeças" espacial, aos poucos reunindo as evidências de que esta galáxia anã teve, em sua jornada orbital, uma passagem próxima da Via Láctea — o que, então, justificaria tais vibrações.

Na época dessa passagem, a Galáxia Anã Elíptica de Sagitário era muito maior do que aparenta ser hoje, tendo "provavelmente cerca de 20% da massa do disco da Via Láctea", conforme explica McMillan. Hoje, esta galáxia satélite da nossa está, aos poucos, sendo desmembrada, havendo ali pouca poeira interestelar e sendo composta principalmente por estrelas velhas e pobres em metais.

Fonte: Canaltech

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