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Passageiros de voos com Covid mostram risco ao abrir fronteiras

Angus Whitley

(Bloomberg) -- Nos últimos dias, pessoas infectadas com coronavírus tiveram permissão para embarcar em aeronaves e viajar para Hong Kong, o que destaca o desafio de controlar a pandemia quando governos buscam as maneiras mais seguras de reabrir fronteiras.

A autoridade de saúde de Hong Kong disse que um passageiro infectado chegou domingo de Manila em um voo da Cathay Pacific Airways, e outra passageira estava em um voo Cathay Dragon que saiu de Kuala Lumpur. Ambos foram diagnosticados com Covid-19 antes de viajar. A autoridade também disse que 45 passageiros em voos da Emirates que decolaram em Dubai no fim de semana eram casos confirmados ou prováveis. A companhia aérea retomou os voos para Hong Kong neste mês.

As infecções destacam o risco de diminuir as restrições quando o ritmo global de casos continua acelerando. Companhias aéreas globais, amplamente apoiadas por resgates do governo, têm pressionado para que seus aviões voltem a operar diante de perdas estimadas de mais de US$ 84 bilhões em 2020.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês), que representa quase 300 companhias aéreas, recomenda medidas como medições de temperatura nos aeroportos e uso de máscaras para proteger passageiros e tripulantes de infecções.

Mas os casos de Hong Kong mostram que passageiros infectados podem ignorar medidas voluntárias, e poucas companhias aéreas podem fazer algo a respeito.

“Medir a temperatura e fazer com que passageiros usem máscaras nos voos são medidas que podemos adotar para garantir que o vírus não se espalhe”, disse a Korean Air Lines em comunicado. “Medidas que garantam que passageiros infectados não voem cabem às autoridades e não é algo que uma companhia aérea como a nossa possa fazer por conta própria.”

Na semana passada, a IATA divulgou recomendações para os testes de Covid-19, dizendo que o ideal seria que fossem realizados antes de chegar ao aeroporto e 24 horas antes da viagem. Se o teste for necessário durante o processo de viagem, ele deve ser feito no momento da partida e os governos precisam reconhecer mutuamente os resultados dos testes, disse a IATA.

O Centro de Proteção à Saúde de Hong Kong disse que os 30 novos casos na segunda-feira e 16 na terça-feira haviam viajado durante o período de incubação. O passageiro do voo 906 da Cathay de Manila, um homem de 58 anos, deu positivo nas Filipinas no sábado, um dia antes de sua chegada.

A passageira do voo 734 da Cathay Dragon era uma mulher de 39 anos que voltava da Índia via Malásia, informou na terça-feira o departamento de saúde de Hong Kong. Após o pouso, ela declarou que tinha dado positivo e havia sido tratada da doença na Índia no mês passado.

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