Mercado fechado

Partidos buscam influenciadores digitais como cabos eleitorais nas eleições

Redação Notícias
·2 minutos de leitura
Thammy Miranda, candidato a vereador de SP, tem 3 milhões de seguidores no Instagram (Foto: Reprodução/ Instagram)
Thammy Miranda, candidato a vereador de SP, tem 3 milhões de seguidores no Instagram (Foto: Reprodução/ Instagram)

Nas eleições municipais de 2020, a campanha na rua foi reduzida devido à pandemia da covid-19 e teve que migrar para a internet. Diante desse cenário, candidatos a prefeito e vereador tiveram que buscar novas estratégias digitais para conseguir visibilidade.

Com a necessidade de distanciamento social, partidos políticos criaram santinhos com QR Code, para evitar o contato na distribuição, arquivos digitais de material de propaganda para facilitar o disparo em listas de distribuição e até uma equipe para orientar e uniformizar a atuação digital dos candidatos a vereador.

Leia também

Os eventos na rua ainda fazem parte da agenda e os santinhos de papel não deixaram de circular, dizem marqueteiros e candidatos, mas em quantidades bem menores.

Os candidatos têm apostado na campanha “virtual” e, para isso, buscam apoio de influenciadores digitais. Os cabos eleitorais agora têm como atrativo o número de seguidores nas redes sociais, quantidade de grupos de WhatsApp e capacidade de engajamento nas redes sociais.

A avaliação também é que a disputa ficou mais difícil para os poucos populares.

“Nesse contexto de pandemia é inevitável se pensar no meio digital. Não anula o corpo a corpo, mas cria uma nova rotina, um novo jeito de conversar com as pessoas”, disse Thammy Miranda. Candidato a vereador pelo PL, partido da coligação de Bruno Covas (candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB), ele tem 3 milhões de seguidores no Instagram, 642 mil no Facebook e 120.900 no Twitter.

“A ideia é potencializar nosso alcance usando as redes conjuntamente, o que promove uma visibilidade maior e permite que mais pessoas conheçam nossos projetos”, disse o ex-atleta olímpico Diego Hypólito, candidato a vereador de São Paulo pelo PSB, que tem 594 mil seguidores no Instagram.

Para o marqueteiro de Celso Russumano (candidato a prefeito de São Paulo pelo Republicanos), Elsinho Mouco, ouvido pelo jornal Estado de S. Paulo, “essa é uma eleição experimental”. “O mantra é unir o online com o offline”, disse.

Mas os partidos devem ficar atentos à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor em setembro e tem como objetivo resguardar direitos dos usuários à liberdade e privacidade na internet.

De acordo com a legislação, as campanhas devem, por exemplo, ter consentimento do usuário antes de distribuir material, além de ter mecanismos de recadastramento aos eleitores.