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Partido de Merkel pode escolher nesta segunda candidato a sua sucessão

ANA ESTELA DE SOUSA PINTO
·4 minuto de leitura

BRUXELAS, BÉLGICA (FOLHAPRESS) - O partido de Angela Merkel deu mais um passo largo na sucessão da primeira-ministra, que deixará o comando da Alemanha no segundo semestre, após 16 anos no poder. Em reunião com a líder alemã, o recém-eleito chefe da CDU (União Democrata-Cristã), Armin Laschet, e o líder da sigla associada CSU (União Social Cristã), Markus Söder, decidiram que vão disputar a indicação para concorrer a premiê do país na eleição parlamentar de 26 de setembro. Laschet, 59, seria o candidato natural a suceder Merkel, por chefiar o maior partido. Até hoje, a união partidária nunca concorreu com um nome da CSU. Mas Söder, 54, é de longe o favorito dos alemães para o posto, tanto entre os que declaram voto na CDU-CSU quanto entre os eleitores em geral. Pesquisa feita na época da eleição para a liderança da CDU mostrou que 54% dos que já votam no partido de Merkel e 38% dos que escolhem outras siglas consideram que é com Söder que a agremiação tem mais chances de obter a vitória nas eleições. Primeiro-ministro da Baviera, Söder elevou sua popularidade por manter controle sobre a pandemia em seu estado e conseguiu mantê-la, enquanto a CDU perdeu parte da intenção de voto desde que a segunda onda cresceu e a vacinação emperrou na Alemanha. Com 36% das intenções de voto na virada do ano, a união governante começou a cair em fevereiro e chegou ao começo de abril com 27%, segundo pesquisas. Ainda é o partido com maior parcela de votos, mas sua distância para o segundo colocado, o Partido Verde, caiu de 17 pontos percentuais para apenas 5. Abalada também por escândalos envolvendo deputados em corrupção na compra de máscaras durante a pandemia de coronavírus, a CDU foi derrotada no mês passado em duas eleições regionais importantes: na industrializada Baden-Würtemberg, perdeu para o Partido Verde, e na Renânia-Palatinado, para o Partido Social Democrata (SPD). O enfraquecimento da CDU-CSU e o fortalecimento dos adversários têm aumentando as chances de reproduzir, em nível nacional, a chamada coligação "semáforo" que já governa em Renânia-Palatinado --o nome é uma alusão ao verde do Partido Verde, ao vermelho do SPD e ao amarelo dos Democratas Livres (FDP). Söder seria o nome com mais chances de reverter essa tendência, de acordo com pesquisa de emissoras de TV divulgada na semana passada: 38% dos alemães votariam nele para chanceler, enquanto 17% escolheriam Laschet. Isso quer dizer que o governador da Baviera seria o primeiro mais votado no geral, enquanto o líder da CDU correria o risco de chegar em segundo lugar, deixando a outro partido a primazia de formar um governo. Outro número que joga contra Laschet é o de sua aprovação em seu próprio estado. Uma pesquisa da emissora pública WDR apontou que sua popularidade caiu de 34% em janeiro para 26% na semana passada. Em entrevista depois da reunião, o político da CSU afirmou que a conversa foi "amigável e aberta", mas novos encontros serão feitos para decidir quem se lançará ao cargo de chanceler. A maioria dos políticos da CDU ainda mantém, ao menos publicamente, apoio à candidatura de Laschet, que governa o mais populoso estado alemão, a Renânia do Norte-Vestfália. Na mesma entrevista, Laschet disse que as siglas se comprometeram em decidir rapidamente o nome do candidato. "Nosso objetivo é alcançar o máximo possível de unidade entre a CDU e a CSU, porque há muito em jogo", afirmou. A decisão pode sair nesta segunda (12), quando acontece uma reunião da liderança da CDU. QUEM SÃO OS CANDIDATOS Armin Laschet, 59 Jornalista, é o líder da CDU e atual primeiro-ministro da Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha. Católico de centro, como governador assumiu a proteção da indústria como prioridade. Sua gestão da pandemia foi considerada ruim (saúde pública é competência estadual na Alemanha), e pesquisas recentes lhe dão apenas 17% das intenções de voto para chanceler. Laschet porém personifica a continuuidade da política de Merkel e prometeu trabalhar para manter unidos o centro e a ala conservadora de seu partido. Markus Söder, 54 Atual chefe da CSU ("sócio minoritário" da CDU) e primeiro-ministro da Baviera, formou-se em direito e é político profissional desde 1994. No início ultraconservador e crítico de Merkel, passou a ser líder ambiental e apoiador da chanceler. Com a popularidade em alta, é o candidato com maior intenção de votos para premiê no país. Até hoje, porém, a união CDU-CSU nunca lançou a chanceler um nome do partido bávaro.