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Parte do atual conselho da Petrobras pode ficar em nova gestão, dizem fontes

Logo da Petrobras na sede da estatal, no Rio de Janeiro

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Alguns integrantes do Conselho de Administração da Petrobras apontados pela União poderiam continuar no órgão em uma nova gestão, disseram três fontes próximas às discussões, apesar de uma sinalização pública do presidente Jair Bolsonaro de uma mudança mais radical no colegiado e na diretoria executiva.

A permanência de parte dos conselheiros poderia facilitar o processo de indicação do governo para um novo conselho, uma vez que os integrantes do colegiado precisam ser aprovados por quatro órgãos técnicos.

Essa possibilidade foi cogitada após um grupo de conselheiros da Petrobras ter se reunido na terça-feira com o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e com o indicado para presidir a estatal, Caio Paes de Andrade, para tratar do processo de transição na empresa.

"Existe a possibilidade de alguns conselheiros permanecerem", disse uma das fontes, com conhecimento direto do assunto.

"Há desejo de alguns conselheiros em ficar, e isso foi falado", adicionou a fonte.

As pessoas que falaram à Reuters na condição de anonimato não elaboraram se os conselheiros atuais, em uma nova gestão, estariam predispostos a aderir às vontades do presidente Bolsonaro, que tem pedido publicamente para a estatal não reajustar os preços de combustíveis.

O conselho é considerado importante na definição da nova diretoria, que o presidente também já disse que quer mudar.

A reunião não constou da agenda do ministro na véspera.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia confirmou o encontro com os conselheiros e o indicado a CEO, afirmando que a pauta da reunião foi a transição do comando da Petrobras.

A pasta não comentou sobre a possibilidade de os atuais conselheiros continuarem.

Uma fonte da cúpula do governo admitiu que alguns conselheiros poderiam ficar, mas sinalizou que é importante também que eles estejam alinhados com a desestatização da companhia --nesta semana, o governo formalizou pedido de inclusão da Petrobras na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), visando estudos para uma privatização.

"Vai haver mudança (no conselho), é natural que ocorra. Não dá para dizer qual a extensão. Eventualmente alguém pode ficar. Mas o time tem que estar alinhado com a privatização", comentou.

Na semana passada, a Reuters reportou uma demora incomum do governo na indicação de nomes para integrar o futuro conselho da empresa. Até agora, Andrade foi o único nome oficialmente indicado pela União para o novo colegiado, há dez dias, quando o governo anunciou nova troca de presidente na empresa.

Com a indicação do novo CEO, que precisa ser integrante do conselho, o governo tem também que apontar outros nomes para o colegiado. Todos precisam ser aprovados novamente pelos acionistas, ainda que já tenham sido eleitos na gestão anterior.

O atual presidente da estatal, José Mauro Coelho, que também é membro do conselho, não participou do encontro com o ministro, mas estiveram presentes cinco integrantes do órgão: o chairman Márcio Weber, Ruy Schneider, Murilo Marroquim de Souza, Luiz Henrique Caroli e Sonia Villalobos --todos indicados pelo acionista controlador.

O governo conseguiu eleger seis integrantes do conselho na última assembleia de acionistas, quando os minoritários ganharam um assento --ao todo são 11, incluindo representante dos funcionários.

Na próxima assembleia, o governo quer emplacar até oito conselheiros, disseram pessoas próximas à cúpula da empresa à Reuters, anteriormente.

Os integrantes do encontro também debateram o mercado de diesel, diante de alertas da própria Petrobras sobre uma escassez do produto no segundo semestre, em razão da pandemia e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

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