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Partículas no solo da lua Fobos podem revelar mais sobre o passado de Marte

Danielle Cassita
·2 minuto de leitura

A lua Fobos, assim como Deimos, ainda é recheada de enigmas para os cientistas — principalmente quando o assunto são suas origens. Mesmo assim, Fobos pode ajudá-los esclarecer outros mistérios sobre a evolução da atmosfera de Marte. Um novo estudo mostrou que Fobos segue em sua órbita através de um fluxo de partículas carregadas, que saíram do Planeta Vermelho — e é possível que algumas delas estejam preservadas na superfície da lua.

A órbita de Fobos em torno de Marte é quase 60 vezes mais próxima do planeta que a da Lua em torno da Terra. Essa lua também tem uma forte ligação com seu planeta, de modo que mantém sempre a mesma face voltada a ele. Por isso, as rochas deste lado foram banhadas por um fluxo de átomos e moléculas durante milhares de anos — tanto que a pesquisa sugere que a superfície de Fobos esteve até 100 vezes mais exposta a estes íons que o lado afastado.

A equipe chegou a essa conclusão após analisar os dados da sonda Mars Atmosphere and Volatile EvolutioN (MAVEN), que estuda Marte há anos para ajudar os cientistas a entender como a atmosfera marciana foi perdida. Com esses dados, eles conseguiram medir os íons na atmosfera de Fobos, e as medidas dos íons de Marte na lua permitiram determinar quais partículas vieram do planeta e quais vieram do Sol.

As luas marcianas Fobos e Deimos (Imagem: Reprodução/NASA)
As luas marcianas Fobos e Deimos (Imagem: Reprodução/NASA)

Depois, os cientistas estimaram quantos íons conseguiriam chegar à superfície de Fobos e a qual profundidade eles estariam. O primeiro passo para o estudo foi dado há alguns anos, quando Andrew Poppe, co-autor do estudo, questionou se a superfície de Fobos também poderia guardar alguma informação sobre Marte em um passado remoto, quando o planeta ainda seria úmido e quente. Em um dia que estava sem internet em seu laboratório, ele conversou com alguns colegas para saber se essa lua também poderia estar sujeita a partículas vindas de Marte. Como ninguém havia estudado isso ainda, ele produziu um modelo que mostrou bons resultados. Depois, com a entrada de seu colega Quentin Nénon ao Space Sciences Laboratory, eles se debruçaram sobre os dados da missão MAVEN para saber se o modelo ainda faria sentido.

No fim das contas, o modelo estava correto: “esperamos que essa descoberta tenha impacto nas atividades científicas da missão Martian Moons eXploration (MMX)”, disse Nénon. Trata-se da missão desenvolvida pela agência espacial japonesa JAXA, que planeja enviar uma missão de baixo custo para coletar amostras de Fobos. Se tudo correr bem na coleta e no processo de trazer as amostras para a Terra, será possível conseguir informações importantes sobre a evolução da atmosfera de Marte: “sabemos que Marte perdeu a atmosfera para o espaço, e agora sabemos que um pouco dela foi para Fobos”, finaliza Nénon.

O artigo com os resultados do estudo foi publicado na revista Nature Geoscience.

Fonte: Canaltech

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