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Partícula do coronavírus pode alterar o funcionamento do coração

·2 minuto de leitura

Passado mais de um ano da descoberta do coronavírus SARS-CoV-2, pesquisadores ainda buscam entender os efeitos do agente infeccioso no organismo humano. Nesse cenário, cientistas da Universidade de Bristol, no Reino Unido, descobriram que a proteína S (spike) do vírus da COVID-19 pode alterar as células dos vasos sanguíneos ao redor do coração, modificando o funcionamento padrão.

Apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, o preprint — estudo sem revisão por pares — demonstrou que a proteína spike do coronavírus se liga a um tipo específico de células, os pericitos. Vale explicar que estas células revestem os vasos sanguíneos do coração e exercem um papel de sustentação desses canais.

Proteína S do coronavírus pode afetar as células cardíacas (Imagem: Reprodução/Kjpargeter/Freepik)
Proteína S do coronavírus pode afetar as células cardíacas (Imagem: Reprodução/Kjpargeter/Freepik)

Quando a ligação dos spikes com as células ocorre, os pericitos passam a liberar substâncias químicas que causam inflamação no coração do paciente infectado, segundo o estudo apresentado pelos autores britânicos.

O que a COVID-19 pode fazer no coração?

No estudo feito em laboratório, a equipe de pesquisadores testou os efeitos da proteína do coronavírus nessas células. No ambiente in vitro, foi possível observar a mudança de comportamento dos pericitos, que passaram a agir de forma negativa no experimento.

“Esse mecanismo tem o potencial de espalhar lesões celulares e de órgãos além dos locais de infecção e pode ter implicações clínicas importantes. Por exemplo, em pacientes com barreira endotelial rompida e permeabilidade vascular aumentada devido a doenças subjacentes, como hipertensão, diabetes e obesidade grave, as moléculas de proteína S [spike] podem facilmente se espalhar e causar, ou exacerbar, uma lesão microvascular", detalharam os autores do estudo.

Por outro lado, os cientistas descobriram que ao bloquear um receptor específico destas células — o CD147 — a ligação com as proteínas do coronavírus perdia força. No entanto, ainda foi possível verificar a produção de substâncias inflamatórias. "O bloqueio do receptor CD147 pode ajudar a proteger a vasculatura dos pacientes mais vulneráveis ​​da infecção e dos danos colaterais causados ​​pela proteína S", apostam os autores.

A expectativa dos cientistas, agora, é descobrir formas de bloquear, por total, essas ligações. Isso porque os pericitos também estão presentes no sistema nervoso central, onde, provavelmente, podem ser afetados pelo vírus da COVID-19.

Para conferir o estudo completo, publicado na plataforma bioRxiv, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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