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Parlamentares da UE buscam saídas para aliviar crise de energia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O aumento recorde dos preços da energia na União Europeia levanta questões sobre o apoio dos governos à reforma climática mais ambiciosa do mundo e altera agendas das principais reuniões políticas.

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A crise será debatida pelos ministros do Meio Ambiente em 6 de outubro depois de um pedido da Polônia para que esse impacto seja cuidadosamente considerado na planejada reformulação econômica verde, disseram dois diplomatas com conhecimento do assunto à Bloomberg na quarta-feira. A crise dominou uma reunião de ministros de Energia na semana passada e também deve ser discutida em uma cúpula de chefes de governo da UE no mês que vem.

“Os preços da energia sobem atualmente em toda a UE e colocam pressão sem precedentes sobre as empresas de energia e nossos cidadãos”, disse o governo polonês em nota vista pela Bloomberg News. “Ao desenvolver políticas de energia e clima, temos que garantir sua aceitabilidade social, caso contrário, corremos o risco de que fracassem.”

Os custos crescentes da eletricidade, do gás natural e das licenças de emissão de carbono podem elevar as contas de energia de consumidores em dois dígitos percentuais, levando estados membros da UE a empregarem medidas atípicas para amenizar o impacto. A Grécia prometeu subsidiar as contas de energia e sugeriu a criação de um fundo de mercado de carbono para se proteger contra a alta dos preços. A Espanha quer aplicar um imposto sobre os ganhos das concessionárias e propôs uma plataforma central para a compra de gás natural.

No mesmo dia em que os ministros do Meio Ambiente discutirão a crise de energia na reunião em Luxemburgo, o Parlamento Europeu abordará a questão em sessão plenária. Os parlamentares reunidos em Estrasburgo ouvirão declarações de representantes da Comissão Europeia e dos estados membros sobre “soluções para o aumento dos preços da energia para empresas e consumidores”, segundo minuta da agenda da sessão vista pela Bloomberg News na quinta-feira.

O debate sobre ações imediatas para enfrentar a crise ocorre quando parlamentares europeus iniciam negociações sobre as medidas exatas para alcançar a nova meta vinculante da região de reduzir os gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 em relação aos níveis de 1990. Em um conjunto de projetos de lei chamado “Fit for 55”, a Comissão Europeia propôs medidas que vão desde estabelecer um preço para emissões de combustíveis usados em aquecimento e transporte até a proibição de novos carros com motor de combustão já em 2035.

As negociações sobre o pacote, que também inclui um fundo de 72 bilhões de euros (US$ 84 bilhões) para ajudar famílias mais vulneráveis, microempresas e usuários de transporte, levarão cerca de dois anos. As leis requerem o apoio do Parlamento do bloco e dos estados membros do Conselho da UE para serem aprovadas, sendo que cada instituição tem o direito de propor alterações.

“O contexto social claramente precisa estar no centro de nossa discussão sobre a proposta Fit for 55, mas a situação atual mostra que a vulnerabilidade aos altos preços da energia é um grande problema que deve ser enfrentado agora, não daqui a alguns anos”, disse o governo polonês.

A Polônia quer uma abordagem dupla por parte da UE: oferecer flexibilidade aos estados membros para introduzir medidas imediatas e proteger consumidores e garantir mecanismos de longo prazo para reduzir a pobreza energética na região.

Também pediu medidas urgentes para conter a influência de investidores financeiros no Sistema de Comércio de Emissões da UE e exortou Bruxelas a ser “assertiva” quando confrontada com práticas desleais do mercado de gás.

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